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19/08/2017
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Águas do Ribatejo investem 4,7 milhões para dar nova ETAR a Samora Correia

Águas do Ribatejo investem 4,7 milhões para dar nova ETAR a Samora Correia

O concurso público para a empreitada já foi lançado. Novo sistema tem um horizonte temporal de 30 anos e capacidade para receber os esgotos domésticos produzidos por uma população de 18.550 pessoas dos aglomerados populacionais de Arados, Porto Alto e parte de Samora Correia.

Edição de 10.08.2017 | Economia

Arranca em Dezembro a construção da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Samora Correia, concelho de Benavente, cujo investimento é de 4,7 milhões de euros. O concurso público para a empreitada já foi lançado e o prazo para recepção de propostas termina a 4 de Setembro. A informação foi avançada esta semana pela empresa Águas do Ribatejo em comunicado.
A obra, financiada por fundos comunitários e capitais próprios da Águas do Ribatejo, contempla a construção de uma ETAR de grande dimensão na Herdade de Palhavã, no Porto Alto, juntamente com três estações elevatórias e mais de uma dezena de quilómetros de novo emissário e condutas para transporte de efluentes a tratar. Os trabalhos vão durar um ano e a conclusão está prevista para o final de 2018.
A nova ETAR de Samora Correia vai nascer numa zona de charneca, afastada dos aglomerados urbanos e próxima do rio Sorraia, onde serão feitas as descargas das águas tratadas. Garante a empresa que a construção “irá salvaguardar a manutenção de todas as árvores existentes”, com realce para os sobreiros, espécie protegida. O novo sistema de saneamento prevê que três das actuais ETAR da freguesia de Samora Correia sejam desactivadas, acrescenta a empresa.
Naquela freguesia do concelho de Benavente, recorde-se, funcionam actualmente cinco ETAR, em Esteveira, Murteira (em fase de conclusão da requalificação e remodelação), Quinta dos Gatos, Bordalo Pinheiro e Pendente 2 (Porto Alto). Com a construção desta nova estação serão desactivadas as estações da Quinta dos Gatos, Bordalo Pinheiro e Pendente 2.
A Águas do Ribatejo sustenta a decisão de desactivação com as “capacidades e eficiências não satisfatórias” destes equipamentos. “Tratam-se de estações de primeira geração que estão no final da sua vida útil. Os novos equipamentos terão em conta a eficiência energética e a redução dos impactes ambientais com odores e ruído. O novo sistema tem, nesta fase, um horizonte temporal de 30 anos e capacidade para receber o efluente doméstico produzido por uma população de 18.550 pessoas dos aglomerados populacionais de Arados, Porto Alto e parte de Samora Correia”, explica a empresa.

Águas do Ribatejo investem 4,7 milhões para dar nova ETAR a Samora Correia

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