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Guerra aos pombos em Santarém longe de estar ganha

Guerra aos pombos em Santarém longe de estar ganha

Soluções implementadas pelo município não deram grandes resultados e as aves proliferam por todo o centro histórico.

Edição de 10.08.2017 | Sociedade

As armas usadas até agora pela Câmara Municipal de Santarém visando o controlo da população de pombos na cidade não surtiram grande efeito e as aves continuam a proliferar pelo centro histórico e não só, pois também já são presença frequente noutros pontos da cidade, como a urbanização do Sacapeito.
Os comerciantes do centro histórico já colocaram nas suas rotinas a lavagem do pavimento junto aos seus estabelecimentos, diariamente conspurcado com os dejectos dos pombos. O município já aplicou alguns métodos – como a distribuição de milho anti-concepcional, a colocação de espigões dissuasores para proteger monumentos e imóveis públicos, como o dos paços do concelho, ou o uso de jaulas para captura - mas nenhum deu resultados significativos.
Na última reunião do executivo, o vereador Francisco Madeira Lopes (CDU), referiu que este é um problema que não se resolve de uma assentada, defendendo que devem ser encontradas soluções que permitam o controlo dessa praga. E enumerou algumas que conheceu através de pesquisa na Internet, como a utilização de aves de rapina, de ovos de plástico, de ultrassons ou de repelentes, bem como a redução das fontes de alimentação. Apontou ainda como contributos para a disseminação da praga a alimentação dada às aves por algumas pessoas e as casas devolutas na zona antiga que servem de abrigo e de local de reprodução.
O presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), reconheceu o problema e disse que foram tentados vários métodos para o tentar solucionar. Deu como exemplo o corte de água ao chafariz da Praça Visconde Serra do Pilar, que reduziu substancialmente a presença de pombos na zona.
Perante a resposta, o vereador da CDU disse que a autarquia não deve desistir e defendeu que haja uma monitorização permanente da situação e que sejam tomadas medidas efectivas. “É uma situação complexa e devem ser procuradas soluções com técnicos e especialistas e não aos bochechos”, afirmou.

Queixas já vêm de longe
O quadro é recorrente e tem sido objecto de notícia com alguma regularidade nas páginas de O MIRANTE. Na edição de 2 de Outubro de 2008, o nosso jornal relatava que dezenas de comerciantes do centro histórico de Santarém tinham subscrito um abaixo-assinado reclamando o controlo da população de pombos nessa zona. No texto referia-se que o elevado número de aves afectava a limpeza e salubridade daquela zona nobre, obrigando os comerciantes a elevados gastos em água para remover os dejectos, que entopem algerozes, degradam edifícios e monumentos e causam uma evidente má imagem perante quem visita a cidade.

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