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Jovem de Almeirim estagiou como tradutora na Comissão Europeia

Jovem de Almeirim estagiou como tradutora na Comissão Europeia

Sara Amaro, 25 anos, esteve no Luxemburgo entre Março e Julho deste ano e contou a O MIRANTE como foi trabalhar para quem manda na União Europeia.

Edição de 10.08.2017 | Sociedade

A oportunidade de estagiar como tradutora na Comissão Europeia surgiu através de um amigo e Sara Miriam Amaro, 25 anos, resolveu tentar a sua sorte. “Candidatei-me em Agosto de 2016 e soube que tinha sido aceite em Fevereiro deste ano. A Comissão recebe milhares de candidaturas e, por isso, o processo de selecção dura muito tempo”, conta a jovem tradutora de Almeirim.
Sara iniciou o seu estágio em Março de 2017 e concluiu-o a 31 de Julho. Conta a
O MIRANTE que a experiência foi fantástica. “Gosto de viver num meio multi-cultural, dei-me muito bem com os outros estagiários e senti-me honrada por trabalhar para esta instituição. Foi a primeira vez que tive uma experiência profissional em tradução e acho que não poderia ter começado da melhor maneira”.
Sara Miriam esteve como estagiária na Direcção-Geral de Tradução que tem sede em Bruxelas e no Luxemburgo. Traduziu do inglês para o português documentos provenientes de várias outras Direcções Gerais da Comissão Europeia. Geralmente textos de áreas como Direito, Educação, Saúde e Economia. Também traduziu respostas da Comissão a várias cartas enviadas por portugueses. Além disso, também fez parte do trabalho dos estagiários participar em formações e visitas de estudo a outras instituições (por exemplo, o Parlamento Europeu, o Conselho da Europa, etc...), a fim de compreender melhor o funcionamento da União Europeia.
A jovem estagiária entrava ao trabalho por volta das 9h00. Via o correio electrónico e organizava os projectos de tradução que tinha para fazer. “Às vezes também começava o dia a ler as correcções que eram feitas em projectos anteriores, porque tudo aquilo que traduzia era revisto por um tradutor experiente da secção de tradutores portugueses (que era quase sempre a minha orientadora). Depois almoçava na cantina com os outros estagiários e ficava um bocado a conversar com eles. Voltava ao meu escritório e trabalhava até por volta das 18h00”, conta.
Sara viveu no Luxemburgo. Centenas de estagiários foram colocados em Bruxelas e só cerca de 30 no Luxemburgo. “No Luxemburgo fui a única estagiária portuguesa”, conta a jovem que se cruzava diariamente com “imensos portugueses” naquele pequeno país onde 20 por cento da população é portuguesa.
Viver fora do seu país não incomodou Sara. A jovem diz sentir-se “mais europeia do que outra coisa”. Do que teve mais saudades foi da família, da sua casa e dos seus livros. Falava diariamente ao telefone com os pais, que vivem em Almeirim, e com a restante família ia falando pelas redes sociais. Em relação à alimentação, a jovem diz ter tido sorte de ir viver para o Luxemburgo, onde se encontravam muito facilmente produtos portugueses.

Pedir indicações ao primeiro-ministro sem saber quem era

Sara Miriam estava com outras colegas de estágio a fazer uma caminhada mas como não conhecia muito bem a zona resolveram pedir indicações a um transeunte, que depois ficou a conversar com as jovens um bom bocado. Só mais tarde é que descobriram que esse senhor era Xavier Bettel, o primeiro-ministro do Luxemburgo.

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