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Figuras públicas de uma geração que cresceu a ver touradas

Figuras públicas de uma geração que cresceu a ver touradas

A RTP transmitia mais touradas porque sabia que os portugueses gostavam. Não são emigrantes mas também foram à Corrida do Emigrante e de O MIRANTE que se realizou em Tomar na sexta-feira à noite, 4 de Agosto. Gestores, autarcas e outras figuras públicas marcaram presença no espectáculo porque gostam verdadeiramente de touradas e fizeram questão de deixar isso bem claro.

Edição de 10.08.2017 | Sociedade

António Pires da Silva - membro do Conselho Geral e presidente do gabinete de apoio à presidência do Instituto Politécnico de Tomar

“As corridas de toiros fazem parte da nossa identidade”

O ex-presidente do Instituto Politécnico de Tomar é aficionado e costuma assistir a corridas de toiros. Alentejano de gema, vive em Tomar há quase meio século e não quis faltar à tradicional Corrida do Emigrante e de O MIRANTE
que se realizou na praça de toiros da cidade nabantina na semana passada.
Aprecia todas as partes do espectáculo e considera que a tradição das touradas se deve manter em Portugal. “É uma forma de manter a nossa cultura e a identidade do país, sobretudo das regiões do Ribatejo e Alentejo, onde o espectáculo está muito enraizado”, defende.

Pedro Ribeiro, presidente da Câmara de Almeirim

“Quem me fez ganhar o gosto pelas touradas foi o meu avô”

O presidente da Câmara de Almeirim costuma ir às corridas de toiros sempre que pode, fazendo questão de marcar presença nas que se realizam na praça de toiros da sua cidade. Admite, no entanto, que as solicitações do cargo não lhe permitem ir tantas vezes quantas gostaria.
Pedro Ribeiro recorda-se de começar a ir às corridas de toiros sobretudo com o avô e diz que foi ele quem lhe transmitiu o gosto pela festa brava. Gosta da tourada à portuguesa com cavaleiros e forcados mas não gosta das touradas à maneira espanhola.
“As nossas tradições devem manter-se apesar de haver sempre quem esteja a favor e quem esteja contra, o que é normal. Acho que, nesta matéria, o Estado deve ser isento e não privilegiar nem um lado nem o outro”, afirma.

Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária do Tejo

“Dificilmente conseguirão acabar com as touradas em Portugal”

O administrador da Rodoviária do Tejo, Orlando Ferreira, não assiste a tantas corridas de toiros quanto gostaria e confessa que, apesar de se deslocar muitas vezes a Tomar, a Corrida de O MIRANTE e do Emigrante, na semana passada, foi a primeira a que assistiu na praça da cidade. Diz que gosta especialmente do toureio a cavalo e dos forcados. “De toureio a pé percebo menos mas aprecio o lado mais marialva do espectáculo e a luta entre homem e animal é muito interessante”, declara.
Em sua opinião, as touradas e outros espectáculos taurinos não estão em risco de acabar porque as pessoas gostam de assistir. “Uma tourada tem cor, luz, som e alegria. Em Portugal é um espectáculo onde o animal não é morto na praça e no decorrer do qual se mostra a galhardia dos portugueses. Dificilmente conseguirão acabar com as corridas de toiros”, afirma.

Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar

“A minha geração cresceu a ver touradas na RTP”

A Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, cresceu a ver touradas na televisão e ainda gosta de ver aquele tipo de espectáculo, principalmente ao vivo.
“Sou de uma geração em que a RTP transmitia muitas corridas por época. Os meus pais viam e eu via com eles e foi dessa maneira que me foi incutido o gosto pelas touradas”, explica.
A autarca confessa que tem preferência por certas partes do espectáculo e realça as chamadas “cortesias” que se realizam na abertura, assim como as pegas feitas pelos forcados. Gosta de ver o trabalho que o cavaleiro realiza com os seus cavalos e embora seja contra os toiros de morte também gosta do toureio apeado e da plasticidade dos toureiros. “Em Portugal diminuíram as corridas apeadas mas por mim devia ser mantida essa tradição”, defende.
É contra o fim das touradas que considera fazerem parte das tradições portuguesas e defende que ninguém deve tentar acabar com elas só porque há quem não gosta.

José Pereira, presidente da Assembleia Municipal de Tomar

“A festa brava dá emprego a milhares de pessoas”

O presidente da Assembleia Municipal de Tomar é aficionado desde criança. Nasceu junto à praça de toiros da cidade e habituou-se a ir às corridas pela mão da avó. Confessa-se um apaixonado pelo toiro e pelo cavalo. Na juventude ainda tentou ser forcado mas a experiência foi breve. “Fui a alguns treinos mas levei alguma “tareia” e desisti rapidamente”, confessa, bem disposta.
Questionado sobre se existem poucas corridas na região é peremptório. “As corridas têm que ser bem trabalhadas e ter um bom cartel. Não podemos andar a brincar às corridas e apresentar cartéis menos bons porque senão os espectadores não aparecem. É assim com todos os espectáculos”, refere.
José Pereira lembra que os espectáculos taurinos também dão emprego a muita gente. “É uma actividade que envolve milhares de postos de trabalho em todo o país. Desde a criação dos toiros e dos cavalos, da preparação destes últimos em termos artísticos, do fabrico de arreios próprios e de vestuário utilizado, passando pelo espectáculo em si e pela carne que depois é consumida”, diz, acrescentando que a festa brava nunca vai acabar porque faz parte da cultura do povo português sobretudo das regiões do Ribatejo e Alentejo.

Figuras públicas de uma geração que cresceu a ver touradas

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