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Falta juventude no movimento associativo de Samora Correia

Falta juventude no movimento associativo de Samora Correia

A conferência sobre a juventude realizada no sábado teve apenas 30 pessoas na plateia e foram poucos os jovens, o que veio confirmar um dos pontos mais destacados pelos oradores: é precisa uma maior adesão ao associativismo por parte dos jovens samorenses.

Edição de 16.08.2017 | Cultura e Lazer

O Dia Internacional da Juventude celebrou-se no sábado, 12 de Agosto, e em Samora Correia as comemorações começaram ao final da manhã com uma conferência com dois painéis destinados aos mais jovens. Porém, a fraca adesão da população à iniciativa levou a que estivessem na plateia do Palácio do Infantado apenas 30 pessoas, e muito poucas delas jovens, o que veio confirmar o que disse Nuno Paixão, presidente da Associação de Jovens de Benavente: “Há uma grande falta de interesse dos jovens em integrar equipas para elaborar ideias e porem mãos à obra. Muitas vezes é possível e não se consegue porque não há quem avance com um projecto”.
Nuno Paixão partilhou o primeiro painel com Cátia Camisão e Cátia Fradique, da Federação Nacional de Associações Juvenis, e ainda com Ana Carolina, da Associação de Jovens de Samora Correia. Os quatro uniram-se na tentativa de passar a mensagem de que é urgente reverter o afastamento actual que se verifica entre os jovens e as colectividades: “Em cada 10 jovens, oito não se envolvem em qualquer actividade associativa, religiosa ou desportiva. O associativismo é uma escola de cidadania e faz falta que a própria sociedade e as câmaras municipais, juntas de freguesia e o poder político no geral reconheçam o alcance e impacto do movimento associativo”.
No entanto, os quatro também reconheceram que há falta de apoio financeiro aos projectos pioneiros e que por isso é necessário, antes de se avançar com uma ideia, conseguir parcerias e perceber a melhor forma de fazer candidaturas aos programas do governo e da Europa, que se revelam “muito complexas” mas possíveis.
“Muitas das dúvidas que nos chegam são de jovens que não conseguem preencher os formulários das candidaturas. Há pouca informação sobre como as fazer e, muitas vezes, quando sabem que podem ter acesso a certos apoios ou programas, já passou o prazo de inscrição para os mesmos”, alertou Cátia Camisão.
A FNAJ e as restantes associações presentes disponibilizaram-se para ajudar a esclarecer essas dúvidas mas alertaram para a importância de levar esses ensinamentos às escolas, palco por excelência do contacto com os jovens e do fomento do empreendedorismo e consciência para a vida cívica em sociedade.
O empreendedorismo foi o tema do segundo painel da conferência, onde Nuno Ramos, da IMA, agência de marketing criativo, e Ricardo Pestana, da Génios do Marketing, também uma empresa da área do marketing que ainda está a dar os primeiros passos e que tem na Sociedade Filarmónica União Samorense o principal cliente, contaram os seus percursos de vida, que não estavam inicialmente ligados ao marketing, para mostrar que nunca é tarde para mudar de percurso.

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