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A lei da rolha e a lei do filtro informativo são contrários à liberdade de informação 

Edição de 16.08.2017 | O MIRANTE dos Leitores

O Governo tentou que os comandantes de bombeiros não dessem informações aos jornalistas sobre o decorrer dos incêndios. No distrito de Santarém, de um modo geral, a chamada “lei da rolha” funcionou muito bem, até porque muitos comandantes de bombeiros já tinham essa prática de não falar com jornalistas, prejudicando dessa forma a liberdade de expressão e o direito à informação.
Com a grande quantidade de fogos florestais que ocorreram nos últimos dias na região, a “lei da rolha” aos bombeiros foi aproveitada pelos presidentes de câmara da região, que são os responsáveis pela protecção civil nos seus concelhos, para serem eles a falar aos jornalistas, filtrando assim a informação.
Não digo que os autarcas mentiram aos jornalistas mas usaram a informação que mais lhes interessava usar, muitas vezes com motivações políticas. Além disso, se os dados que obtiveram resultaram de uma comunicação regular com os comandantes dos bombeiros no terreno, isso significa que, nas alturas em que esses comandantes falaram com os presidentes de câmara, desviando-se temporariamente do que estavam a fazer, também poderiam, simultaneamente dar as mesmas informações aos jornalistas. A não ser que tivesse sido instituída a “lei do filtro” municipal e a exposição mediática dos “filtradores”. Eu, por salutar princípio democrático, duvido sempre de quem afasta os jornalistas das coisas que são notícia. É por isso que os boletins e sites municipais são tão desinteressantes e inúteis, assim como jornais que só publicam os editais e notas de imprensa das câmaras.
José Miguel Pereira Branco

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