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Câmara do Cartaxo quer recuperar posse de terrenos cedidos à Avipronto

Câmara do Cartaxo quer recuperar posse de terrenos cedidos à Avipronto

Empresa previa construir unidade industrial em Pontével, que nunca se concretizou. Terrenos foram cedidos pelo município a preço simbólico.

Edição de 16.08.2017 | Sociedade

A Câmara do Cartaxo pretende reverter a favor do município os terrenos que a Avipronto possui na Zona de Actividades Económicas (ZAE) do Casal Branco, em Pontével. A decisão foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo camarário.
O presidente do município, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), considera que os 20 lotes de terrenos entregues à Avipronto pelo valor simbólico de um euro devem regressar ao património do município. “Apesar da insistência e dos inúmeros contactos com a empresa, a Avipronto não mostrou qualquer iniciativa real para iniciar os trabalhos de infraestruturas a que está obrigada pelo protocolo assinado em 2007 com a autarquia”, esclareceu o autarca.
Pedro Magalhães Ribeiro refere que as expectativas criadas na altura, quer no que respeita ao investimento a fazer, quer aos postos de trabalho directos e indirectos a criar pela empresa, não se concretizaram. O autarca considera que o facto de existirem três empresas com aspirações reais a instalar os seus negócios na ZAE do Casal Branco fazem deste o momento certo para exercer o direito de reversão sobre aqueles terrenos e desvincular o município de qualquer obrigação com a Avipronto.
“O objectivo é que o Casal Branco possa sair deste impasse e possa voltar a ter a possibilidade de se constituir como um espaço disponível para as empresas. A reversão dos terrenos poderá trazer o Casal Branco de volta à vida económica do concelho e da região”, referiu o autarca.
O presidente afirmou ainda que a reversão dos terrenos para a Câmara do Cartaxo permitirá a procura de soluções para o investimento nas infraestruturas comuns que são necessárias. “Uma das hipóteses em aberto é que a construção das infraestruturas possam ser uma contrapartida das empresas que ali se venham a instalar”, sublinhou. A proposta vai ser discutida e votada na próxima sessão da assembleia municipal que se realiza em Setembro.

Protocolo assinado há 10 anos deu em nada
Recorde-se que, tal como O MIRANTE noticiou na altura, a Câmara do Cartaxo, então liderada por Paulo Caldas (PS), e a Avipronto assinaram em Fevereiro de 2007 um protocolo para instalação de uma unidade transformação, embalagem e logística de carne de aves na futura zona de actividades económicas do Casal Branco. Previa-se um investimento de 30 milhões de euros e a criação de 250 postos de trabalho directos a curto prazo e de 600 a médio e longo prazo, directos e indirectos.
A sessão de assinatura do protocolo contou com a presença do então secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão. Na cerimónia, o responsável máximo da Avipronto afirmou querer que a unidade estivesse a laborar dentro de um ano. Armando Batista de Almeida disse mesmo pretender construir no Cartaxo “a mais moderna fábrica do grupo Avipronto em Portugal, com transformação, embalagem e logística de carne de aves no país”.

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