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Está a cair o número de trabalhadores precários em Vila Franca de Xira

Está a cair o número de trabalhadores precários em Vila Franca de Xira

Município tem hoje cinco vezes menos trabalhadores nessas condições. Há mais trabalho por fazer no município do que pessoas que a câmara possa contratar. Um “contrasenso”, diz o presidente do município que reafirmou a sua luta contra os contratos que eternizam a precariedade.

Edição de 16.08.2017 | Sociedade

Nos últimos quatro anos o município de Vila Franca de Xira reduziu a quantidade de trabalhadores precários que tinha nos seus quadros, passando dos 320 para os 60 que tem actualmente. A informação foi avançada em reunião pública de câmara pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS).
A maioria destes trabalhadores são contratados pelo município através dos centros de emprego da região, sendo sobretudo trabalhadores com Contrato de Emprego e Inserção (CEI), cuja duração máxima é de 12 meses. Nos últimos anos muitos destes trabalhadores integraram os quadros da câmara, mas a conta-gotas porque os municípios, recorde-se, viram a sua capacidade de contratação limitada na sequência da ajuda financeira externa ao país.
O tema veio a lume perante a necessidade de a câmara voltar a recorrer à contratação de serviços em avença para 25 novos trabalhadores, nas áreas de administração, educador social, terapeuta da fala e animadores socioculturais e psicólogos, no âmbito dos planos de combate ao insucesso escolar. Proposta essa aprovada por unanimidade de todas as forças políticas representadas no executivo.
“O combate à precariedade tem sido uma grande preocupação e temos conseguido reduzir os números consideravelmente. Queremos continuar nesse caminho”, notou Alberto Mesquita.
O autarca já por diversas vezes criticou publicamente a lei que limita a contratação nos municípios, lembrando que actualmente há mais trabalho por fazer do que capacidade para empregar. “É um contrasenso! Por vezes quando o trabalhador já domina a sua função e já está confortável a desempenhar o seu trabalho é quando tem de ir embora e vir outra pessoa começar tudo de novo”, criticou, numa das últimas assembleias municipais.
Mesquita chegou mesmo, nessa ocasião, a criticar a lei por esta “eternizar” trabalhadores competentes em situações de incerteza face ao futuro. “Nesta discussão do combate à precariedade é preciso que as pessoas tenham o direito a contratos mais duradouros e não fiquem na incerteza permanente de no dia a seguir não terem trabalho. É um esforço enorme que temos feito, e temos de continuar a fazer, para acabar com os CEI”, notou esta semana.

Está a cair o número de trabalhadores precários em Vila Franca de Xira

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