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É urgente intervir nas áreas ardidas para garantir qualidade da água de Castelo de Bode

É urgente intervir nas áreas ardidas para garantir qualidade da água de Castelo de Bode

Presidente de Abrantes quer grupo de trabalho para definir o ordenamento do território

Edição de 30.08.2017 | Sociedade

As entidades que fazem captações de água na albufeira de Castelo de Bode vão reunir, no sentido de encontrar respostas rápidas, para minimizar o impacto dos incêndios na região na qualidade da água da albufeira. A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, sustenta que é urgente encontrar soluções para a consolidação das áreas ardidas, evitando assim fenómenos de erosão, que tendem a acontecer, e que no Inverno podem ter consequências graves.
A autarca diz que vai propor a constituição de um grupo de trabalho para definir o ordenamento do território e a criação de um projecto global para o norte do concelho de Abrantes, de rearborização das áreas destruídas pelos incêndios de Agosto. Maria do Céu Albuquerque quer que seja constituída a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de S. Vicente e Abrantes, para juntar à ZIF de Aldeia do Mato, cujo alargamento já estava aprovado no actual quadro comunitário, mas que foi quase totalmente destruída com estes incêndios de Agosto.
Impõe-se agora juntar as entidades gestoras e integrar também os privados, no sentido de encontrar soluções rápidas e eficazes de rearborização, que potenciem a rentabilidade e sustentabilidade do território. A Câmara de Abrantes tem uma candidatura apresentada, de cerca de um milhão de euros, para a criação de faixas de protecção das zonas populacionais e rede viária no concelho. Mas a presidente da autarquia reconhece que esta verba não é suficiente, sendo necessário canalizar todos os fundos para fazer um trabalho abrangente que inclua entidades públicas e privadas.
A contabilização de todos os prejuízos, causados pelos incêndios de Agosto em Abrantes, ainda não está fechada mas a autarquia aponta para uma área de mais de cinco mil hectares de floresta ardida no concelho. Relativamente às habitações destruídas, a autarca diz que já foi feito o levantamento. Arderam duas habitações em Aldeia do Mato, cuja reconstrução já está orçamentada. A câmara pediu a ajuda da Cáritas Diocesana, instituição da Igreja Católica, para ajudar na reconstrução das habitações, que pretende devolver aos munícipes o mais rapidamente possível.
O município quer apostar na sensibilização dos particulares para a necessidade de manter os quintais e perímetros que circundam as habitações limpos, para evitar incêndios como os que aconteceram em Agosto. Maria do Céu Albuquerque apela ainda a todos os municípes para que denunciem às autoridades quaisquer situações suspeitas, mesmo que se venham a revelar-se falsos alarmes, porque, diz, “mais vale prevenir do que remediar”. A autarca não descarta a possibilidade de os incêndios de Agosto terem resultado de mão criminosa mas sublinha que cabe às autoridades competentes investigar e actuar de acordo com os resultados.

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