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Noites do Pelourinho são um sucesso em Alverca

Noites do Pelourinho são um sucesso em Alverca

A iniciativa partiu de Anabela Ferreira, técnica do Núcleo Museológico de Alverca, que desafiou Rui Dionísio, director artístico do Cegada Grupo de Teatro, que aceitou o desafio. Este ano passaram pelos espectáculos cerca de 2700 pessoas.

Edição de 30.08.2017 | Sociedade

Aproximar a cultura menos popular e menos conhecida do grande público tem sido o objectivo do Núcleo Museológico de Alverca e do Cegada Grupo de Teatro nos últimos cinco anos e a aposta é para continuar. As Noites do Pelourinho de Alverca partiram da ideia de Anabela Ferreira, do núcleo museológico, e tiveram o acolhimento e apoio de Rui Dionísio, director artístico do Cegada. Na sexta-feira, no último espectáculo deste ano, ficou a promessa de continuar a animar a cidade.
No total das oito sessões, ao longo deste ano, foram quase 2700 as pessoas que assistiram aos espectáculos, o que mostra o “claro sucesso que esta iniciativa tem tido entre os residentes da freguesia de Alverca e de outras freguesias e concelhos”, defende Rui Dionísio. “A partir do segundo ano o festival afirmou-se claramente na sociedade, não só de Alverca mas também de fora da freguesia. Conhecemos pessoas que vêm de Arruda, de Sacavém e mais longe, porque sabem que aqui vão ter acesso a artistas e a estilos de música que provavelmente não encontrarão em outros lados. Até temos pessoas que vêm com os artistas que não são de cá e acabam por voltar para ver outros convidados”, refere o director artístico do Cegada.
A média de elementos da plateia em cada sessão supera as 300 pessoas, de todas as idades e dos mais diferentes estratos sociais, unidos pelo mesmo: a vontade de conviver, de aproveitar as noites quentes e agradáveis de Verão e descobrir boa música. “Este ano tivemos sempre noites muito agradáveis, sem frio e sem vento, as pessoas mantiveram-se satisfeitas e continuaram a vir. É também uma forma de saírem um pouco de casa”, explica Rui Dionísio.
“Às vezes temos quem nos diga: “olhe, desta vez não era o meu estilo preferido de música mas os artistas eram muito bons. Isso mostra que as pessoas estão dispostas a arriscar e a vir, mesmo não os conhecendo, porque sabem que o nosso nível de oferta cultural é sempre interessante”, acrescenta o director artístico do Cegada.
Desde música celta a música renascentista, fado, música latina, música africana, música clássica, jazz, há estilos para todos os gostos. Este ano a organização fez questão de convidar alguns artistas que já tinham vindo em anos anteriores. A ideia é para o ano convidar outros artistas que já tenham participado em edições anteriores, “porque se cria uma certa fidelidade entre o público e esses artistas. E se corre tão bem nas vezes em que os trazemos cá, apetece-nos continuar a trazer”, afirma Rui Dionísio.
O ciclo de oito espectáculos deste ano abriu com o fado de Marta Rosa e fechou com o de Rodrigo Pereira, que chegou a ser acompanhado em palco por Luís Petisca na guitarra portuguesa e Armando Figueiredo na viola de fado, e tendo os convidados especiais Francisca Gomes e Ricardo Pereira. Rui Dionísio, que promete que no próximo ano a organização se tentará adaptar aos cortes no orçamento da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para conseguir continuar a trazer estilos e artistas que estejam ao nível do esperado das Noites do Pelourinho.

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