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“Criação da SAD é a bóia de salvação para o Sport Lisboa e Cartaxo”

“Criação da SAD é a bóia de salvação para o Sport Lisboa e Cartaxo”

Gilberto Barrela integra a comissão administrativa do clube e diz que se não fossem investidores a apostar no clube esta época não havia condições para continuar com o futebol sénior. Ao longo dos anos deu muito do seu tempo a uma agremiação que tem vivido momentos difíceis e a quem devota um amor incondicional. “Sempre que é preciso continuo a ajudar”, diz.

Edição de 06.09.2017 | Desporto

Mais de duas dezenas de associados aprovaram, por unanimidade, em assembleia-geral que decorreu a 29 de Agosto, a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sport Lisboa e Cartaxo (SLC). As dificuldades actuais do clube, que colocavam em causa a continuidade da equipa de seniores de futebol, foi o principal motivo para que se avançasse com a decisão. Os investidores, estrangeiros, vão agora ficar responsáveis pelas equipas de seniores e de juniores enquanto as equipas de formação vão ser dirigidas pelo SLC.
Gilberto Barrela, também elemento da comissão administrativa, explicou em entrevista a O MIRANTE que não havia outra solução para o clube. “Foi a bóia de salvação do Sport Lisboa e Cartaxo. Se não fossem os investidores, o clube não tinha hipóteses de continuar. Os investidores vão impulsionar o clube. O objectivo é que o SLC volte a ser um clube forte da região, como já foi em tempos”, sublinha.
O dirigente é um dos quatro elementos que ainda se mantêm na comissão administrativa que gere o SL Cartaxo. Gilberto Barrela, de 72 anos, está ligado ao clube há quase três décadas e, apesar de nunca ter jogado futebol, mantém um amor incondicional à colectividade.
Ajudou nas obras de construção do campo de futebol do Campo das Pratas, onde o clube sempre jogou. “Depois do trabalho ia para o campo trabalhar até à meia-noite com outras pessoas. Fiz de electricista, pedreiro, servente, canalizador, fiz de tudo um pouco. A maior parte das obras que estão naquele campo tem a minha mão. Cheguei a subir através da auto-escada dos bombeiros, à chuva, para mudar as lâmpadas dos holofotes, quando era preciso. Quando o campo era pelado, era eu que colocava a cal para marcar o terreno. Sempre que era preciso abria a porta do campo e ajudava a vender no bar. Sempre que é preciso continuo a ajudar”, afirma em conversa com
O MIRANTE.

Clube é o grande prejudicado no conflito sobre o Campo da Quinta das Pratas
Em relação ao relvado sintético que se encontra no Campo das Pratas considera que será difícil recuperá-lo e transferi-lo para outro local. “O relvado sintético do Campo das Pratas já não tem hipótese de ser colocado noutro local. Se fosse há dois ou três anos ainda dava para fazer a mudança mas como deixou de ser feita a sua manutenção já não há nada a fazer. O clube não tem outra alternativa senão gastar alguns milhares de euros num novo relvado sintético”.
Gilberto Barrela foi um dos dirigentes que esteve presente no dia em que o clube teve que entregar as chaves ao proprietário do Campo das Pratas após a acção de despejo que Manuel Marques pôs ao clube e que o tribunal determinou. O dirigente lamenta todas as divergências que estão a acontecer entre a Câmara do Cartaxo e o proprietário do terreno e afirma que o principal prejudicado é o SLC e os seus atletas, que são alheios a todo este processo.
“Esta situação tem sido um duro golpe para o clube. Tivemos que sair do Campo das Pratas e dividimos as equipas. Os escalões de formação foram para Vila Nova de São Pedro, o que nos obriga a pagar todos os meses cerca de 700 euros pela utilização do campo. Os seniores, os infantis e benjamins treinam no Estádio Municipal. Devido a toda esta situação temos muitos jovens a optarem por sair do clube uma vez que irem sempre para Vila Nova de São Pedro, que fica a 7,5 quilómetros, não é praticável para muitos pais que têm que levar e buscar os filhos. É uma pena que isto esteja a acontecer com um clube que tem sido sempre uma referência no concelho”, lamenta.

“Criação da SAD é a bóia de salvação para o Sport Lisboa e Cartaxo”

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