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“Inês Henriques teve a capacidade de acreditar que o seu dia havia de chegar”
Inês Henriques e o seu treinador, Jorge Miguel (ao centro) com a presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais, a atleta Susana Feitor e o ex-presidente do munícipio, Silvino Sequeira

“Inês Henriques teve a capacidade de acreditar que o seu dia havia de chegar”

Atleta campeã do Mundo dos 50km Marcha foi homenageada pelo município de Rio Maior. O treinador Jorge Miguel elogiou a sua perseverança e dedicação.

Edição de 06.09.2017 | Desporto

Foram muitos aqueles que se quiseram juntar à homenagem que o Município de Rio Maior prestou à campeã do Mundo dos 50 km de Marcha, Inês Henriques, na segunda-feira, 4 de Setembro, no auditório dos Paços do Concelho.
O caminho da recordista mundial não foi fácil ao longo destes 25 anos de atletismo, mas para a atleta os resultados valeram o esforço. Inês Henriques referiu que “tinha 12 anos” quando foi para a marcha depois de ver a conterrânea Susana Feitor sagrar-se campeã do mundo de juniores. “O meu treinador sempre foi um homem muito sonhador e dedicado, que queria levar os atletas sempre ao topo, por isso tenho que lhe agradecer a atleta que sou hoje. Sem ele nada disto era possível”, disse.
A atleta agradeceu ainda ao ex-presidente da Câmara de Rio Maior, Silvino Sequeira, e à actual presidente, Isaura Morais, porque “os atletas só conseguem evoluir por terem as instalações do complexo desportivo ao dispor e assim estar junto da família. Estendeu ainda os agradecimentos à Escola Superior de Saúde de Santarém, onde se licenciou em Enfermagem.

O apoio do treinador na hora de fazer escolhas
O treinador Jorge Miguel afirmou que sem a Susana Feitor não existiria a atleta Inês Henriques. “A Susana tinha um talento inato. A Inês, não tendo o tal talento, teve a capacidade de nunca desistir, vivendo sempre na sombra dos outros, mas acreditando sempre que o dia dela havia de chegar”.
Foi o técnico que insistiu para que Inês tomasse a opção de se dedicar à alta competição. “Um dia estávamos em Helsínquia a comemorar mais uma medalha da Susana Feitor e olhei para a Inês e sentei-me com ela a chorar porque ela só havia conseguido um 24º lugar e disse-lhe: Inês não vais conseguir tirar o curso de enfermagem em cinco anos e seres atleta de alta competição. Tens de fazer opções. Nessa altura reunimos com a administração da Escola Superior de Saúde de Santarém e foi-lhe lançado o desafio de o fazer em 10 anos e manter-se em alta competição”.

“Em Londres o esforço de Inês deu lugar à alegria”
Isaura Morais destacou o trabalho do treinador Jorge Miguel que dinamizou o atletismo na cidade, que trouxe para o concelho um conjunto de atletas olímpicos que sempre representaram Rio Maior e o país nas mais altas competições internacionais. “É também a ele que devemos o reconhecimento internacional que o nosso concelho tem na modalidade de marcha, cuja expressão maior é o Grande Prémio Internacional de Marcha”, afirmou.
“Em Londres, o esforço de Inês deu lugar à alegria e as forças que lhe restavam foram usadas para festejar com aqueles que a acompanharam e lhe dão força nos seus treinos. Esta mulher que vimos cortar a meta após mais de quatro horas a marchar tem a humildade de dizer à comunicação social o seguinte: ‘O que eu fiz é muito duro mas o que a minha mãe faz todos os dias é muito mais’”.
O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo destacou que “por trás daquela rapariguinha está uma grande família” e quebrou o protocolo e homenageou, em nome da federação, a mãe da atleta, Leonor Henriques, oferecendo-lhe um ramo de flores.

“Inês Henriques teve a capacidade de acreditar que o seu dia havia de chegar”

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