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Jardins do Couço voltam a ser regados com água da rede

Já não há braço-de-ferro com a Águas do Ribatejo

Edição de 06.09.2017 | Economia

Os jardins do Couço, concelho de Coruche, voltaram a ser regados com água da rede, depois de um braço de ferro entre o anterior presidente da junta e a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo. A actual presidente da freguesia, Ortelinda Graça, desistiu da ideia de os jardins serem regados a partir de cisternas móveis com água do rio Sorraia.
Ortelinda Graça explica que a água destinada às regas dos espaços verdes tem um custo menor em relação à água de consumo humano. Neste momento apenas as árvores em algumas ruas, onde não há sistema automático de rega, são regadas manualmente com água captada no rio Sorraia. Ortelinda Graça esclarece que para este efeito foi realizado um acordo com a Associação de Regantes.
Recorde-se que em Julho de 2013 estalou uma polémica na freguesia. A junta recusou-se a pagar os consumos de água usada para rega do jardim da vila. Depois desapareceu o contador e na sequência disso a junta fez uma ligação directa para não pagar os consumos. A Águas do Ribatejo tentou nesse mês pôr cobro a uma situação que considerou “ilegal” e deslocou-se à freguesia para cortar a água ao jardim, mas deparou-se com uma máquina a obstruir o local e com a resistência dos populares que se juntaram na zona.
O então presidente da junta, Luís Alberto Ferreira, dizia na altura que pagava perto de dois mil euros à Águas do Ribatejo com as regas nos jardins. Um valor que, dizia, estava muito próximo dos custos com o transporte de água do rio em cisternas e a rega à mão. O ex-autarca justificava também que o jardim é público, tal como a água, e que “quando era a câmara municipal a gerir o abastecimento de água não se pagava os consumos para os jardins e fontanários”.

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