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Assaltaram-lhe o café e a casa em duas semanas seguidas
Fernando Antunes vive em Azambuja há cerca de dois anos

Assaltaram-lhe o café e a casa em duas semanas seguidas

O proprietário do café-bar AZ Bar mora perto dos paços do concelho de Azambuja e diz que já não consegue dormir de noite com receio que lhe voltem a entrar em casa. Roubaram-lhe cerca de oito mil euros em jóias, telemóveis e outros bens e já apresentou queixa na GNR.

Edição de 06.09.2017 | Sociedade

Fernando Antunes, residente em Azambuja, teve a casa, localizada na Travessa da Rainha, ao lado do edifício dos paços do concelho, e o café-bar de que é proprietário, o AZ Bar, na Rua Engenheiro Moniz da Maia, assaltados em duas semanas consecutivas. Primeiro foi o café a receber a visita dos larápios, no dia 16 de Agosto. Na semana seguinte, a 25 de Agosto, foi a vez de lhe assaltarem a casa. Roubaram-lhe perto de oito mil euros em jóias e outros bens pessoais.
O comerciante, de 66 anos, apresentou o caso na reunião da Câmara de Azambuja, no dia 29 de Agosto, porque, a seu ver, os ladrões tiveram mais facilidade em invadir-lhe a casa devido aos tapumes que estão colocados na rua, a tapar a visibilidade de quem passa, e a servirem de apoio à subida até à varanda, por onde os ladrões terão entrado.
“Às 18h30 da tarde, estava eu a trabalhar no AZ Bar e a minha mulher foi passear o cão ao jardim. Eles aproveitaram essa janela de tempo para entrarem em nossa casa. Levaram tudo: ouro, pratas, telemóveis. Quando falei com a GNR sabe o que me disseram? Aguente-se ou faça queixa na câmara”, desabafou perante o executivo camarário.
O queixoso recebeu do presidente do município, Luís de Sousa (PS), a justificação de que os tapumes são necessários por lei para a segurança nas obras. No entanto, na manhã de quinta-feira, 31 de Agosto, a câmara deu ordens para que os tapumes de chapa fossem substituídos por outros de arame, que já não tapam a visibilidade. A entrada do prédio da casa de Fernando e da mulher está desimpedida, mas na parte que não chegou a ser retirada dos tapumes ainda é possível ver as marcas das solas dos sapatos dos ladrões. “A GNR quando cá veio também tirou fotografias”, alerta Fernando, que apresentou queixa no posto de Azambuja. “Disse os bens todos que nos levaram e eles disseram-me que agora a queixa tem de seguir para tribunal”, conta.

Bar já tinha sido assaltado o ano passado
Fernando é natural de Lisboa e mudou-se para Azambuja há dois anos. O filho mudou-se para lá mais cedo e o pai juntou-se a ele no café-bar que ele explorava, o AZ Bar, do qual acabou por se tornar o único proprietário. Em Outubro do ano passado, Fernando foi assaltado pela primeira vez: “Entraram e partiram tudo, mas recebi uma carta do tribunal a dizer que não havia provas nem suspeitos. A máquina do tabaco ficou toda partida e o que me disseram foi basicamente ‘fica tu com o prejuízo’ e pronto, o caso foi arquivado”.
O empresário não chegou a fazer nada nessa altura porque ainda não tinha seguro do estabelecimento. Entretanto tratou de o arranjar e de colocar alarmes, mas no dia 16 de Setembro voltou a ser assaltado, sem que mais uma vez tenha sido possível identificar os responsáveis pelo delito.

Assaltaram-lhe o café e a casa em duas semanas seguidas

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