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Associação Abrigo precisa de mais apoio para continuar a ajudar animais
Dificuldades. Associação tem hoje ao seu cuidado 200 cães e 50 gatos

Associação Abrigo precisa de mais apoio para continuar a ajudar animais

Desde Março a Câmara de Azambuja já enviou para a Abrigo 19 cães e seis gatos sem ter dado qualquer apoio para a alimentação e vacinação dos mesmos. Responsável pela associação queixou-se na última reunião camarária de que não conseguem admitir mais animais se a autarquia não contribuir para as despesas.

Edição de 06.09.2017 | Sociedade

A Abrigo – Associação de Protecção à Fauna e Flora, com sede em Vale do Paraíso, concelho de Azambuja, diz que só aceita receber no seu canil e gatil mais cães e gatos abandonados, enviados pela Câmara de Azambuja, caso o município ajude a suportar as despesas com alimentação e vacinação desses animais.
A associação tem neste momento a seu cargo cerca de 200 cães e 50 gatos e, desde Março, a Câmara de Azambuja enviou para o canil e gatil da associação 19 cães e seis gatos, que não teve possibilidade de albergar nos canis de pequena dimensão que tem no concelho. Porém, não deu qualquer contributo para as despesas, conforme disse uma responsável da Abrigo, Adélia Oliveira, na última reunião camarária de Azambuja.
Os cães e gatos estão separados nas áreas de canil e gatil, sendo a primeira muito maior e oferecendo espaço suficiente para os cães estarem divididos por estatura, idade e temperamentos, de forma a evitar conflitos. As várias áreas têm espaços para descanso, alimentação e até brinquedos para os animais, tal como também existe no espaço do gatil. No entanto, e como o número de inquilinos tem vindo a subir ao longo dos últimos tempos, está-se a tornar difícil gerir os poucos fundos da associação.
Adélia Oliveira, 52 anos, queixou-se na última reunião de câmara de que não vão poder aceitar mais animais enviados pela autarquia se esta não passar a dar apoio financeiro. O presidente do município, Luís de Sousa (PS), respondeu que já se encontra em negociação uma solução.
“Os canis que a câmara tem são muito pequenos e estão sempre sobrelotados e por isso eles enviam-nos os animais, mas depois não participam em nada, nem em comida, nem nas vacinas, nada”, acusa Adélia Oliveira, alertando que as crias, quando chegam, têm de receber três vacinas, uma a cada 21 dias, e que cada uma custa 10 euros. A este montante acresce o da compra de perto de 2.500 quilos de ração para os cães e 200 quilos para os gatos.
Quanto à adopção de animais, Adélia refere que a maioria das pessoas que vão adoptar animais à Abrigo é de Lisboa ou do Porto e tem contacto com a associação através da página do Facebook. Desde Março já foram adoptados sete cães e cinco gatos. “É pena é que a junta de cá não se interesse minimamente pela Abrigo e as pessoas cá do Vale do Paraíso e Azambuja também fechem os olhos”, diz.
Em Setembro, os animais têm de voltar a ser todos vacinados, como acontece todos os anos, e Adélia teme que a associação não tenha dinheiro suficiente para pagar as vacinas.

Todas as trabalhadoras são voluntárias

A Abrigo foi fundada em 1955 pela dona do terreno onde a associação se encontra, Anabela Cardoso, que por ser cônsul e passar a maior parte do tempo fora do país, deixou a associação nas mãos de Adélia Oliveira e das três outras mulheres que tem na sua equipa. Cláudia Oliveira, 31 anos, é filha de Adélia e que mora com ela no Carregado, que mantém um trabalho em part-time no Continente mas teve de abdicar de passar para o regime de tempo inteiro para ter disponibilidade para ajudar a mãe na associação. A elas juntam-se Sofia Mendes, 48 anos, que apenas trabalha na Abrigo e vive com os pais em Azambuja, e Paula Figueiredo, 52 anos, que é voluntária e dá apoio logístico à Abrigo.

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