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“Nem tudo correu bem durante o combate aos incêndios de Abrantes”
DECISÃO. Maria do Céu Albuquerque optou por só agora tornar público o seu desagrado

“Nem tudo correu bem durante o combate aos incêndios de Abrantes”

Presidente da Câmara de Abrantes questiona o facto da retirada de um meio aéreo durante um fogo não ter ficado registada na fita do tempo dessa ocorrência e pediu explicações ao Governo e à Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Edição de 06.09.2017 | Sociedade

A retirada de um meio aéreo, antes de fazer uma descarga na localidade de Medroa, durante um dos incêndios registados no concelho de Abrantes em Agosto, não está registado na fita do tempo dessa ocorrência. O facto levou a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), a pedir explicações à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e ao secretário de Estado da Administração Interna.
A autarca reconheceu que “nem tudo correu bem durante o combate aos incêndios de Abrantes” e informou o executivo camarário do pedido de esclarecimento às autoridades nacionais, durante a reunião pública que decorreu na sexta-feira, 1 de Setembro.
No rescaldo dos incêndios que assolaram o concelho de Abrantes, em Agosto, a presidente da autarquia referiu que a retirada de um meio aéreo durante um reacendimento em Medroa, antes de este efectuar uma descarga, a deixou apreensiva quando constatou que essa retirada não está registada na fita do tempo.
Maria do Céu Albuquerque diz que, “na sequência do incêndio de Abrantes, na freguesia de Aldeia do Mato, ao acompanhar o Comando Distrital de Operações de Socorro - CODIS -, a uma das várias frentes de fogo desse incêndio, na zona da Medroa, no estradão florestal que liga esta povoação à aldeia da Amoreira, verificou a retirada de um meio aéreo do terreno, num cenário de aparentes dificuldades junto das povoações, sem conhecimento dos operacionais que se encontravam no terreno, incluindo o próprio CODIS”.
Estranhando a situação, solicitou de imediato que a mesma fosse registada para posterior averiguação. O pedido não foi tido em conta e a ocorrência não ficou registada no relatório de ocorrência. A autarca aguarda agora uma resposta ao pedido de esclarecimento.
A presidente da Câmara de Abrantes explicou que não referiu o assunto durante o decorrer do incêndio por “não ser o tempo certo”. O tempo era de combate, de incentivar os profissionais que estavam no terreno e dar-lhes força para enfrentar os momentos difíceis que se viveram no concelho de Abrantes. Agora, disse, o tempo é de balanço e de explicações para apurar o que esteve mal e não voltar a repetir-se.

“Nem tudo correu bem durante o combate aos incêndios de Abrantes”

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