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Vereador critica cedência de terreno municipal aos escuteiros de Tomar
Bruno Graça

Vereador critica cedência de terreno municipal aos escuteiros de Tomar

Em causa área nas traseiras da Piscina Municipal Vasco Jacob. Comunista Bruno Graça, aliado da maioria socialista, considera que decisão vai condicionar futura requalificação de parque de campismo que encerrou em Novembro de 2016.

Edição de 06.09.2017 | Sociedade

O vereador da CDU, Bruno Graça, que está coligado com o PS na gestão da Câmara de Tomar, considera que a cedência do espaço nas traseiras da Piscina Municipal Vasco Jacob, e junto ao parque de campismo, aos escuteiros de Tomar pode condicionar a viabilidade do parque de campismo da cidade, que encerrou em Novembro de 2016.
“Esta decisão significa que o município abdica daquele espaço para parque de campismo ou de caravanismo, desde que o processo avance para a requalificação. A CDU defende que o que devia ter sido feito já há mais tempo é suspender o Plano de Pormenor do Parque de Campismo. Desta forma estamos a limitar a viabilidade do parque de campismo no futuro”, criticou o vereador em sessão camarária.
A Câmara de Tomar assinou, na semana passada, o contrato de comodato para a cedência do espaço em causa para ser utilizado pelos escuteiros de Tomar. O documento foi assinado pela presidente do município, Anabela Freitas (PS), e pelo chefe do Agrupamento 44, Paulo Francisco, mas destina-se aos três agrupamentos de escuteiros do concelho, nomeadamente o da cidade, o 837 de Cem Soldos e o 941 de Asseiceira. Estiveram todos representados na assinatura do contrato. A cedência é feita pelo prazo de um ano, renovável por períodos iguais e o espaço destina-se à realização de actividades relacionadas com o escutismo.
Anabela Freitas explicou em reunião de câmara que nunca foi dito que aquele espaço teria um uso diferente do que tem tido. “Sabem quanto tempo demora, em média, a revisão de um Plano de Pormenor? Cinco ou seis anos. Quando o Plano de Pormenor do Parque de Campismo for iniciado, o que pretendemos é que seja para fins turísticos e que pode ou não contemplar parques escutistas naquele local. Enquanto o Plano de Pormenor não avançar vamos fazer este contrato de comodato que não significa que o parque de campismo deixe de funcionar nas condições que pretendemos”, explicou a autarca.

Município multado pela ASAE por ter parque de campismo ilegal

Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou (ver edição 15 Dezembro 2016), o Parque de Campismo de Tomar encerrou no final de Novembro de 2016. A presidente da autarquia, Anabela Freitas, já tinha dito, em assembleia municipal realizada em Setembro de 2016, que o espaço iria encerrar e passar a ter outra utilidade. A intenção é remodelar e utilizar o espaço para fins turísticos. A autarca referiu que quando reabrir será um parque para autocaravanas, estrutura que não exige tantos requisitos como um parque de campismo.
A decisão de encerrar o parque aconteceu após ter sido alvo de uma inspecção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), em Julho de 2016, entidade que autuou o município, apesar de nunca ter sido revelado o valor da coima. “Fomos autuados pelo facto do parque de campismo estar ilegal já há muitos anos, como todos sabemos”, disse, na altura, o vice-presidente do município, Hugo Cristóvão (PS).

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