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Desentendimentos atiram com Museu da Tauromaquia para a gaveta

A criação do Museu da Tauromaquia em Vila Franca de Xira neste mandato era uma ambição do presidente da câmara. Mas, como se previa, a comissão criada para avaliar o assunto não gerou consensos quanto à localização e até chegou a haver ameaças de pancadaria.

Edição de 13.09.2017 | Sociedade

O Museu da Tauromaquia em Vila Franca de Xira não conseguiu gerar consensos na comissão criada para estudar a sua implementação na cidade e por isso o projecto volta a estar como há quatro anos: no fundo da gaveta. Era uma ambição pessoal do actual presidente, Alberto Mesquita (PS), ter o museu criado no seu mandato mas na última – e única – reunião da comissão de acompanhamento, as figuras do meio taurino não conseguiram chegar a entendimentos tendo até havido ameaças de pancadaria, como
O MIRANTE noticiara.
Agora Alberto Mesquita (PS) admite que o museu será um tema que só o próximo executivo, a eleger em Outubro, poderá resolver e de preferência com uma comissão mais restrita. “Eu estava entusiasmado para arranjar uma solução mas isto claramente só vai para a frente com outras pessoas. O que se passou na última reunião envergonhou-nos a todos, são comportamentos que em nada ajudam e só prejudicam a que se arranje uma solução. Noutro momento teremos de encontrar as figuras que nos poderão ajudar e não gente para atrapalhar e encher o ego”, notou Alberto Mesquita na última reunião pública de câmara.
O autarca admite que a tauromaquia é uma arte de paixões e que isso muitas vezes dificulta o encontrar de consensos. E a prova disso é que desde Vidal Baptista, na década de 1960, que se procura criar um museu taurino na cidade sem sucesso. O autarca falou do assunto em reunião de câmara depois do vereador Aurélio Marques (CDU) ter estranhado que a reunião da comissão marcada para Fevereiro último não se tivesse realizado. “Devia pelo menos enviar-se um e-mail ou uma carta às figuras da comissão a explicar a situação”, defendeu o eleito.
Alberto Mesquita concordou e prometeu desenvolver esses contactos, embora admitindo que as altercações da primeira reunião lhe tiraram a motivação para avançar mais com o assunto. “A maioria das pessoas que estiveram naquela reunião não tiveram culpa do que se passou. Depois daquela reunião fiquei extremamente frustrado”, confessou. A proposta do autarca visava a criação do museu na praça de toiros Palha Blanco.

DiscuSsão ia acabando mal
A primeira reunião da comissão de acompanhamento da instalação do museu da tauromaquia – que integra 21 figuras ligadas à festa brava – recorde-se, ficou pautada por uma altercação entre Rui Rei (Coligação Novo Rumo) e o sociólogo Luís Capucha, inicialmente apontado para ser o futuro director do museu, que por pouco não se terão envolvido em confronto físico.
No final dessa reunião, realizada à porta fechada na noite de 12 de Dezembro de 2016, os ânimos exaltaram-se e valeu a intervenção do presidente da câmara, Alberto Mesquita, do então seu vice, Fernando Paulo Ferreira, e do vereador da CDU, Aurélio Marques, para separar Rei e Capucha e aconselhar calma. A bronca durou 15 minutos e coincidiu com o final dos trabalhos.

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