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Falcoaria como Património da Humanidade deu alento ao turismo em Salvaterra de Magos

Falcoaria como Património da Humanidade deu alento ao turismo em Salvaterra de Magos

Qualidade de vida e uma Escola Profissional de sucesso são outras mais valias do concelho

Edição de 13.09.2017 | Suplemento Viver no Ribatejo

O turismo é um dos factores de desenvolvimento do concelho de Salvaterra de Magos e ganhou maior importância a 1 de Dezembro de 2016, quando a arte da Falcoaria em Portugal foi declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Aquela decisão não surgiu inesperadamente do céu como os falcões. Foi resultado de uma candidatura intitulada “Falcoaria. Património Humano Vivo”, liderada pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, devido à autenticidade que o edifício da Falcoaria Real confere ao concelho, em parceria com a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria (APF), contando ainda com o apoio e colaboração da Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo.
A Unesco considera a Falcoaria como uma actividade onde predadores e presas evoluíram juntos durante milhões de anos, definindo-a como uma das mais antigas relações entre o Homem e a Ave e a Falcoaria de Salvaterra de Magos, instalada no antigo edifício da Falcoaria Real de Salvaterra de Magos, datado do século XVIII, permite aos visitantes a observação daquelas aves ao vivo em demonstrações de voo em que as mesmas mostram toda a sua perícia, na tentativa de capturar uma “falsa presa” lançada pelos falcoeiros.
O concelho tem muitos mais atractivos para os visitantes. O Museu “Escaroupim e o Rio” constrói um percurso expositivo que dá a conhecer a importância do rio Tejo e dos seus afluentes, enquanto elemento de fixação humana e evidencia as actividades socioeconómicas que durante séculos foram exploradas e rentabilizadas pelas comunidades locais.
Aquele espaço amplia a oferta turística naquela aldeia, juntando-se ao Núcleo Museológico da Casa Avieira, aos passeios de barco no Rio Tejo, à observação de aves, ao parque de merendas, ao restaurante panorâmico e ao miradouro natural sobre o Tejo.
Existe no concelho de Salvaterra de Magos um parque de campismo, um parque de estacionamento para auto-caravanas e algum alojamento rural.
A complementar a oferta, os inúmeros restaurantes apresentam pratos típicos da cozinha local, que sofreu, ao longo dos tempos, a influência da Lezíria, da Charneca e do rio Tejo. Da Lezíria e da Charneca vieram as carnes de borrego; de cabrito; de aves, bem como outras carnes bravas. As sopas são bem condimentadas e ricas em legumes, hortaliças, carnes e enchidos. Do Tejo continuam a vir o sável, a saboga, o barbo, a fataça, a lampreia e a enguia, que são utilizados em sopas, açordas, molhatas e assados. A doçaria é composta por pudins, biscoitos, arroz doce, broas, tortas e bolos bem amassado, cuja massa fica horas a fermentar.
As actividades ligadas à cultura local são estimuladas e apoiadas. A câmara municipal dá apoio a bandas de música, ranchos folclóricos, associações de defesa do património e grupos de teatro. E acontece o mesmo em relação aos clubes e colectividades que promovem a prática desportiva.
A rede de jardins-de-infância, escolas do ensino básico, do ensino secundário profissional é adequada e é dada uma atenção especial às condições das mesmas. A Escola Profissional de Salvaterra de Magos, considerada uma das melhores escolas profissionais do país, tem colocado no mercado de trabalho muitos alunos que vieram a ter carreiras profissionais de grande sucesso, nomeadamente na área da restauração.
Salvaterra de Magos é uma vila com qualidade de vida evidente com serviços eficientes. E a situação só não é melhor porque há áreas da responsabilidade da administração central, como a da saúde, que tem uma crónica carência de médicos de família.

A meia distância entre Lisboa e Santarém

A cerca de 50 km de Lisboa e a 30 km de Santarém situa-se, na margem Sul do Tejo, o Concelho de Salvaterra de Magos, com mais de 22.000 habitantes (2011) e uma área de 243,9 km2. Integram o Concelho seis freguesias: Glória do Ribatejo/Granho, Marinhais, Muge e Salvaterra de Magos/Foros de Salvaterra.
Salvaterra de Magos beneficia de boas acessibilidades, com ligações a A13 e à A10. Mas para além destas importantes ligações inter-regionais, beneficia ainda de ligações directas a todos os Concelhos vizinhos.
A beleza da vila e da Lezíria apresenta-se convidativa ao turismo, com o seu Cais Fluvial, a Praia Doce e a típica aldeia de pescadores do Escaroupim, para além da Barragem de Magos, que convida à pesca desportiva e aos desportos náuticos. Outro pólo de atracção a nível do turismo é a “Falcoaria”, que é Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

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