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Internacional de judo nascida em Cuba está em Rio Maior por amor

Internacional de judo nascida em Cuba está em Rio Maior por amor

Luso-cubana Yahima Menéndez Ramirez está plenamente integrada na comunidade. É casada com o seu actual treinador Rui Picoto que conheceu em Cuba.

Edição de 21.09.2017 | Desporto

Se no judo gosta sempre de mostrar o que vale, como cidadã a atleta luso-cubana Yahima Menéndez Ramirez também nunca deixou de cumprir o seu papel, fazendo sempre questão de votar em eleições. A residir há 12 anos em Rio Maior, a experiente atleta natural de Havana, capital de Cuba, que se estreou nos Jogos Olímpicos em Londres, em 2012, e que conta no seu currículo com várias medalhas em provas internacionais e um quinto lugar num Campeonato do Mundo, na Rússia, conta a O MIRANTE como veio parar a Portugal e como é votar num país que agora também passou a ser seu.
“A primeira vez que vim a Portugal foi quando tinha 16 anos, em 1996, com a selecção cubana júnior de judo a um Campeonato do Mundo ao Porto. Mas nunca pensei que fosse aqui que viesse casar e ter filhos”, confessa, referindo que tudo começou em Cuba.
“O meu marido e actual treinador (Rui Picoto) tinha boa relação com o treinador da selecção cubana de judo sénior, porque a equipa vinha todos os anos a Rio Maior fazer um estágio. E então ele convidou-o para ir lá conhecer Havana. Em 2002, ele decidiu lá ir por duas semanas. Um dia, eu estava a passar e ele viu-me e engraçou comigo. Depois tentou arranjar o meu contacto e, uma semana antes de ir embora, convidou-me para um encontro. Nesse dia disse-me logo que casava comigo”, ri-se. “Depois trocámos os números de telefone e, a partir daí continuámos sempre a falar um com o outro”, conta.
Yahima Menéndez Ramirez não veio logo para Portugal porque estava a terminar o curso de Cultura Física e porque, como fazia parte da selecção cubana, tinha de esperar um período para que o Comité Desportivo de Cuba concedesse a sua liberação, explica a atleta. Depois, Rui Picoto começou a tratar dos papéis e, passados seis meses, em Janeiro de 2003, casaram-se. Ainda veio cá a Portugal por três meses para conhecer a família do marido em 2004, e, em 2005, veio para o nosso país viver definitivamente.
Entretanto, o treinador da selecção nacional de judo, António Matias (já falecido), soube da presença da atleta em terras lusas e convidou-a para fazer parte da selecção das quinas, que na altura não tinha judocas da sua categoria (-78 quilos) e com o seu nível. Foi quando tratou dos papéis para ter dupla nacionalidade e, a partir daí, começou a votar nos actos eleitorais.
“Sempre me dirigi às urnas para votar apesar de, muitas vezes, não conhecer os candidatos”, admite a luso-cubana. E acrescenta: “Votando ou não votando algum irá ganhar. Então, se posso dar um contributo ao candidato que acho que é o melhor, porque não? Já em Cuba fiz sempre questão de votar, apesar de estar totalmente focada no desporto”.
A atleta medalhada explica que os sistemas de eleição em Portugal e em Cuba são muito diferentes e ambos “têm coisas boas e coisas más”. Se em Portugal existem vários partidos e cada candidato faz as suas promessas, em Cuba só existe um partido, Partido Comunista, e os candidatos são nomeados pela sua biografia onde se destacam as qualidades, prestígio e nível de instrução. “Nós lá só sabemos currículo dos candidatos. Eles não podem fazer promessas nem induzir as pessoas a votarem neles”, revela a
O MIRANTE.

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