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Está a diminuir o número de moradores no bairro de barracas do Flecheiro

Câmara de Tomar reafirma que o objectivo é desocupar toda aquela zona degradada à entrada da cidade.

Edição de 21.09.2017 | Sociedade

“Não estão a chegar pessoas novas ao bairro do Flecheiro”. A garantia é dada pelo vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS). Em reunião do executivo camarário, o autarca explicou que, nesta altura em que começa mais um ano lectivo, há sempre uma ou outra tentativa de algumas famílias se fixarem no Flecheiro, um bairro de barracas numa das entradas da cidade, mas o município, afirma, tem sempre impedido que isso aconteça.
“No início deste mandato, que começou em Outubro de 2013, foram identificadas 230 pessoas a viverem no Flecheiro. Actualmente, residem lá 150 pessoas, o que significa que estamos a trabalhar e o objectivo final é desocupar todo aquele bairro, onde as famílias de etnia cigana têm vivido ao longo das últimas décadas. Temos conseguido sempre impedir que as pessoas se fixem no Flecheiro porque não é isso que queremos”, referiu.
Em resposta à vereadora Beatriz Schulz (PSD), que quis saber se havia algum problema com o concurso de atribuição de habitações sociais a famílias carenciadas, Hugo Cristóvão afirmou desconhecer a existência de quaisquer problemas. “O concurso deste ano segue os mesmos moldes do do ano passado. Há sempre uma ou outra família que acha que pode escolher a casa mas todos sabemos que não é possível. Fora isso não conheço qualquer outro problema”, realçou.
Recorde-se que o actual executivo na Câmara de Tomar tem prosseguido com a sua intenção de deitar abaixo as barracas no bairro do Flecheiro, à entrada da cidade. Estas acções ocorrem no âmbito da política de habitação social que o município tem vindo a desenvolver para realojar agregados familiares que vivem em condições precárias naquela zona.
O bairro do Flecheiro é composto por barracas que quando ficam devolutas, após o realojamento das famílias que ali viviam, são por vezes ocupadas por família de fora que tentam fixar-se no concelho. A autarquia tem tentado reencaminhá-las para os seus concelhos de origem.
O objectivo da Câmara de Tomar é ir procedendo, dentro das suas capacidades, ao esvaziamento do bairro do Flecheiro, onde há décadas moram várias famílias de etnia cigana, num total que rondava as 230 pessoas no início do actual mandato, em 2013.

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