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Há dois meses que aparecem peixes mortos em Alhandra

Há dois meses que aparecem peixes mortos em Alhandra

Situação tem preocupado não apenas os moradores como também os pescadores e quem utiliza o rio para actividades náuticas de lazer e competição.

Edição de 21.09.2017 | Sociedade

Há quase dois meses que as marés no rio Tejo estão a trazer peixes mortos para a margem da vila piscatória de Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira. Um problema ambiental que tem preocupado a população e também as autoridades que já estão a investigar o caso.
Vários peixes foram recolhidos nas últimas semanas para análise e
O MIRANTE sabe que o processo já está nas mãos do SEPNA – Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR e que já terá sido dado conhecimento à Agência Portuguesa do Ambiente e Direcção Regional de Agricultura.
As causas não são conhecidas. A mortandade tanto pode ter sido causada por um foco de poluição, no concelho ou mais acima no rio, como o resultado de um processo de eutrofização (redução de oxigénio na água provocado pela proliferação de algas e bactérias), desencadeado pelo calor. Em qualquer dos casos o cenário é desolador.
“Há dias, com as marés, dava para ver uma longa linha de peixes mortos a flutuar no meio do rio. Foram parar à outra margem, na lezíria”, refere a O MIRANTE Fernando Fonseca, morador. Diz quem ali vive que a melhor hora para ver o cenário de desolação é na maré vazia. “São às centenas”, asseguram vários moradores.
Quem também tem visto com apreensão o problema é Rui Câncio, treinador da secção náutica do Alhandra Sporting Club, associação que utiliza o rio para actividades de lazer, competição e formação de atletas. “Há mais de dois meses que têm aparecido peixes mortos e isto é triste, fala-se que pode ter sido uma consequência dos incêndios mas ninguém sabe, estamos a ver se alguém consegue perceber o que se passa”, explica.
Também a comunidade avieira vê com apreensão o que se está a passar. “Se for poluição nada nos garante que os peixes que ainda conseguimos pescar estão em condições de poderem ser consumidos”, refere Pedro Almeida, pescador.

Há dois meses que aparecem peixes mortos em Alhandra

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