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Novo ano lectivo e velhos problemas na EB 2/3 de Vialonga

Novo ano lectivo e velhos problemas na EB 2/3 de Vialonga

Pais defendem obras na escola e melhores condições para os alunos. Arranque do ano lectivo marcado por protesto à porta do estabelecimento.

Edição de 21.09.2017 | Sociedade

Demolir e construir de novo. É desta forma que a associação de pais da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, entende que se resolve, de uma vez por todas, os problemas que há uma década existem na escola, que não tem condições mínimas e foi concebida para 600 alunos mas é ocupada hoje por 1100 estudantes.
“Como é que se faz um pavilhão e salas para ensino artístico da música sem demolir tudo? Uma remodelação da escola não serve. Tudo dependerá do projecto. O que a associação reclama é a construção de um gimnodesportivo dentro da escola para os alunos terem aulas de educação física, salas para aulas de música, salas para acabar com os horários duplos e a introdução do ensino secundário”, refere a O MIRANTE José Vieira, presidente da associação de pais.
A associação de pais realizou na manhã de 13 de Setembro, primeiro dia de aulas do novo ano lectivo, uma manifestação de protesto com a presença de dezenas de encarregados de educação e alunos. Há dez anos que os pais reivindicam a requalificação da escola, devido à sobrelotação e degradação do recinto.
Entretanto, a dois meses das eleições autárquicas, o Ministério da Educação e a Câmara de Vila Franca de Xira assinaram um protocolo visando a requalificação da escola, mas onde não consta projecto, estimativa de custos ou prazos. “É um protocolo de intenções, já o lemos e diz muito pouco. O que farão na realidade? Uma pintura nova? Isso não servirá, precisamos de uma escola nova. Qualquer obra que se venha a fazer aqui terá de ser para 20 ou 30 anos, não queremos uma lavagem da cara”, critica.

“Não há obras que se façam de um dia para o outro”
Nuno Santos, director do Agrupamento de Escolas de Vialonga, admite que o edifício precisa de melhores condições. “Estamos de acordo que é necessário melhorar a escola. Que se melhore o edifício, melhore as condições de trabalho e se aumente o espaço para se ter um turno normal, porque actualmente temos horários duplos. O problema essencial tem a ver com a falta de espaço”, refere.
Sobre o protocolo entre a câmara e o Governo, o professor acredita que se trata de uma assumpção de obras e que isso pode ser positivo. “Não há obras em escolas que se façam de um dia para o outro. Temos de ter noção da rapidez destas coisas, do que é uma obra pública e uma obra numa escola”, explica.
Sobre a criação de ensino secundário em Vialonga, Nuno Santos diz: “Já temos ensino secundário profissional nesta escola e não há inscrições que permitam duas turmas. Este ano a única turma que temos ficou em risco de não funcionar por não ter alunos. Os alunos não procuram esta escola para fazer o secundário. Construir espaços escolares quando temos espaços com essa valência a dois ou três quilómetros dentro do mesmo contínuo urbano… Parece-me que é preciso cuidado na gestão do dinheiro público”
Entretanto, na manhã de terça-feira, 19 de Setembro, a Assembleia da República recomendou ao governo a realização de obras “urgentes” nesta escola. No documento o Parlamento recomenda à tutela que “programe rapidamente” a requalificação da escola para ser assegurada uma “escolaridade de qualidade” aos habitantes. É também recomendada a remoção das coberturas de fibrocimento contendo amianto .

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