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Receber dívidas da Junta da Póvoa e Forte da Casa só em tribunal
DECISÃO. Jorge Ribeiro lamentou a “herança de maus pagamentos” do director executivo

Receber dívidas da Junta da Póvoa e Forte da Casa só em tribunal

Executivo da nova União de Freguesias deparou-se com várias dívidas não lançadas do antigo executivo do Forte da Casa e sempre as recusou pagar. Agora o Tribunal de Contas veio dar razão aos autarcas. Ao todo são 192.500 euros.

Edição de 28.09.2017 | Política

O presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, Jorge Ribeiro (PS), reafirmou a sua intenção de não assumir as dívidas da extinta freguesia do Forte da Casa e recomendou aos credores que avancem para tribunal para conseguirem receber o dinheiro. A informação foi avançada durante a última assembleia de freguesia.
Em causa estão 192.500 euros que o executivo de Jorge Ribeiro “herdou” da extinta freguesia do Forte da Casa, à data lederada por António Inácio, os quais não quer pagar por não terem sido lançadas as dívidas pela anterior junta. O litígio dura desde o arranque do actual mandato, em 2013.
Depois de ter exposto o caso ao Tribunal de Contas, o autarca viu este mês este organismo dar-lhe razão. “Se as facturas não foram lançadas na contabilidade não as vamos pagar, é essa a determinação. Este problema da dívida transitará para o próximo mandato e terá de ser o próximo executivo a resolver. De qualquer forma, o Tribunal de Contas vai ficar vigilante às nossas contas e não vamos pagar esse bolo de dívidas. Neste momento, as pessoas a quem essa junta de freguesia ficou a dever só têm uma coisa a fazer, que é avançar para tribunal para conseguirem receber”, explicou Jorge Ribeiro.
O autarca aproveitou para lamentar a “herança de maus pagamentos” da anterior junta, incluindo de gente “que não pagava um cêntimo de taxas” à junta. “No que toca à dívida da antiga Junta do Forte ainda pagámos cerca de 30 mil euros de contas de tesouraria de encargos do Instituto de Emprego e Formação Profissional e outros pequenos fornecedores de utilidades, como água e luz”, lamentou.
O autarca respondia aos eleitos da bancada da CDU, que quiseram saber o ponto de situação do diferendo litigioso, tendo em conta “a dimensão e o risco” da dívida.
A criação da união das duas freguesias ditou um aumento de habitantes na gestão da mesma autarquia, de 30 para 42 mil pessoas, ao mesmo tempo que o orçamento da união, também na generalidade, desceu 300 mil euros.

Receber dívidas da Junta da Póvoa e Forte da Casa só em tribunal

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