Autárquicas 2017 | 04-10-2017 10:40

Hegemonia socialista continua na região

PS manteve número de câmaras mas reforçou maiorias nalguns concelhos. Vai continuar a liderar as comunidades intermunicipais da Lezíria e do Médio Tejo. PSD tem mais uma câmara e a CDU ficou com menos uma.

O Partido Socialista cumpriu um dos seus objectivos das eleições autárquicas de 1 de Outubro na região ao conseguir manter a maioria de câmaras no distrito de Santarém que lhe vai permitir continuar a liderar as comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo (CIMLT) e do Médio Tejo (CIMT). O PS conquistou 13 dos 21 municípios do distrito. O PSD, sozinho ou em coligação com o CDS, ganhou seis e a CDU venceu em dois. Ainda na área de abrangência de O MIRANTE, mas já no distrito de Lisboa, o PS venceu também em Azambuja e Vila Franca de Xira.
Num conjunto de resultados que não fugiu muito ao guião do que era previsível, destaque para a vitória da coligação PSD/CDS em Ourém - destronando o PS que viu o seu cabeça-de-lista e ainda presidente Paulo Fonseca ser impedido de concorrer pelo tribunal – e do PS em Constância, roubando um município que era governado pela CDU há 30 anos.
A CDU, aliás, é a grande derrotada da noite na região. Para além de perder Constância perde os vereadores que tinha em municípios como Santarém, Tomar, Abrantes, Torres Novas, Entroncamento, Salvaterra de Magos e Rio Maior. Os comunistas passam a liderar apenas as câmaras de Alpiarça e Benavente. No mapa das freguesias, a CDU desaparece também em concelhos como Santarém e Rio Maior., Tomar e Abrantes Já o PSD escapou na região à hecatombe eleitoral que se verificou um pouco por todo o país. Ganhou mais uma câmara (Ourém), recuperou a maioria absoluta em Santarém e manteve posições confortáveis em Ferreira do Zêzere, Mação, Rio Maior (em coligação com o CDS) e Sardoal. Mas perdeu os vereadores que tinha na Golegã, Almeirim, Alpiarça e Salvaterra de Magos.
De resto normalidade nos resultados e vitórias mais ou menos folgadas mas todas com maioria absoluta, o que não se verificava até agora em Tomar, Cartaxo, Salvaterra de Magos e Chamusca, quatro câmaras onde o PS reforçou o poder. Os socialistas ganharam também por grande margem em Almeirim (com Pedro Ribeiro a meter seis dos sete elementos do executivo), Abrantes, Alcanena, Coruche, Golegã, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha e Torres Novas.
O regresso dos ‘dinossauros’ não foi feliz
Outro dado a reter da noite eleitoral foi o mau resultado obtido por antigos presidentes de câmara que voltaram a tentar a sua sorte. À excepção de Veiga Maltez (PS) - que ganhou na Golegã e regressa ao poder mas já não com o conforto de um executivo monocolor como teve entre 2009 e 2013 -, os restantes tiveram uma noite para esquecer.
Em Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, que em tempos foi a única presidente de câmara eleita pelo Bloco de Esquerda no país, não passou dos 22% e viu o socialista Hélder Esménio arrebatar a sua primeira maioria absoluta. Em Santarém, o ex-presidente socialista Rui Barreiro repetiu a derrota de 2005 para o PSD, com o social-democrata Ricardo Gonçalves a estrear-se também nas maiorias absolutas. E no Entroncamento Jaime Ramos (PSD) também não foi feliz no regresso, perdendo para o socialista Jorge Faria, que foi reeleito com maioria absoluta.

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