Autárquicas 2017 | 04-10-2017 10:40

Maioria à tangente dos comunistas em Alpiarça e o empate na assembleia municipal

Maioria à tangente dos comunistas em Alpiarça e o empate na assembleia municipal

Quem estava a assistir à noite eleitoral na sede do Partido Comunista em Alpiarça viveu alguns momentos de aflição quando via o tempo a passar e os resultados das mesas de voto não apareciam no ecrã instalado no local. Por momentos houve quem revelasse preocupação, admitindo que os números não estavam a ser disponibilizados porque não estavam a ser favoráveis ao partido. Mas afinal foi só um susto provocado pelas tecnologias, já que quem estava responsável por recolher a informação não estava a conseguir mostrar os dados pelo circuito informático.
Cerca de duas horas após o fecho das urnas lá apareceram os resultados em voz alta a confirmarem a manutenção da maioria absoluta de Mário Pereira, que resistiu à diminuição de votos em relação a 2013 e à subida do PS para quase o dobro. Quem foi sacrificado foi o PSD, que há quatro anos concorreu coligado com o MPT e que nestas autárquicas juntou ainda o CDS-PP, tendo perdido o lugar no executivo. Saídos os resultados e como já manda a tradição os comunistas partiram numa ruidosa caravana a anunciar e a festejar a boa nova por todo o pequeno concelho de 6.318 eleitores.
O insólito que aconteceu na votação para a assembleia municipal, com um empate, e conhecendo-se a radicalização política no concelho, vai ter todos os ingredientes para longas e extremadas posições e discussões. Os comunistas ganharam este órgão com maioria relativa, elegendo sete elementos. O PS elegeu o mesmo número de candidatos e a coligação PSD/CD-PP/MPT elegeu um. Como o presidente de junta tem assento, por inerência de cargo, na assembleia municipal, os comunistas vão ter oito elementos e a oposição outros oito.

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