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Desfalque na Junta de Alhandra é maior que o inicialmente calculado

Desfalque na Junta de Alhandra é maior que o inicialmente calculado

Presidente do executivo fala em prejuízo público a rondar os 49 mil euros. Funcionária suspeita de ter desviado dinheiro das contas da autarquia foi despedida na sequência do processo disciplinar.

Edição de 04.10.2017 | Sociedade

O montante que alegadamente foi desviado por uma funcionária da Junta de Alhandra, nos últimos anos, é maior do que aquele que foi inicialmente anunciado e ronda os 49 mil euros. A informação foi avançada na última sessão da Assembleia de Freguesia de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz pelo presidente da junta, Mário Cantiga (CDU).
“O valor que se tem lido, de 20 mil euros, não é verdadeiro. Na verdade foi bem maior do que isso e rondou os 49 mil euros. Em todo este processo nunca tivemos medo da verdade e de afrontar o problema com toda a honestidade e frontalidade”, notou o autarca, que respondia a questões dos eleitos da bancada do PS sobre o assunto.
Mário Cantiga voltou a defender que “não havia perdão” possível para a funcionária suspeita de ter praticado o desfalque e cujo processo disciplinar determinou o seu despedimento. “Ela enfrenta dois crimes: um de desrespeitar a junta e a idoneidade desta casa e o processo-crime em tribunal”, notou Mário Cantiga. O autarca elogiou a forma como o processo disciplinar foi conduzido e a sua celeridade.
O processo disciplinar determinou que existem factos suficientes e graves para que se tivesse procedido ao despedimento da funcionária. O processo foi conduzido por um jurista da Câmara de Vila Franca de Xira, figura idónea e sem relacionamento com a Junta de Alhandra. A autarquia ainda não foi ressarcida do dinheiro que alegadamente terá sido desviado mas esse é um caso que ainda se encontra nas mãos do procurador do Ministério Público (MP) de Vila Franca de Xira.
Em Janeiro último, também durante uma assembleia de freguesia, o presidente da junta já tinha defendido “tolerância zero” para a funcionária em causa e garantiu que o executivo não iria abdicar de ser totalmente ressarcido das verbas desaparecidas.

Caso descoberto há um ano
O caso da funcionária da junta, com 36 anos de serviço, apanhou toda a gente de surpresa. A funcionária era responsável pelo processamento dos vencimentos do pessoal da junta e era ela quem, alegadamente, dava as ordens de pagamento para os bancos com quem a junta trabalha. O esquema terá passado pelos diferentes filtros da junta ao longo dos anos, incluindo por quem tinha a responsabilidade de verificar a autenticidade dos pagamentos e a contabilidade.
O caso foi descoberto no dia 16 de Setembro de 2016 quando a funcionária em causa se ausentou do serviço para ir a uma consulta. Uma colega ao aperceber-se das desconformidades foi analisando os processos até perceber que algo não estava bem. Quando a mulher voltou ao trabalho terá sido confrontada pelo executivo da junta com o sucedido mas terá negado o desvio do dinheiro. Mais tarde terá explicado que o caso era do conhecimento do anterior presidente da junta e que o mesmo serviria quase como um empréstimo de curto prazo. Por fim, terá também prometido devolver todo o dinheiro que tirou, ideia que não terá sido aceite pelo actual presidente do executivo, que expôs o caso à justiça.

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