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Taça da Europa de Patinagem em Tomar levanta dúvidas no executivo municipal

Evento desportivo vai decorrer na cidade de 31 de Outubro a 4 de Novembro

Edição de 04.10.2017 | Sociedade

O protocolo entre a Câmara de Tomar e a Federação de Patinagem do Ribatejo com vista à realização da Taça da Europa de Patinagem Artística gerou uma acesa discussão entre o executivo municipal de Tomar em sessão camarária. O evento está programado realizar-se entre 31 de Outubro e 4 de Novembro e as críticas prendem-se com o facto da proposta para o protocolo não ter um orçamento estipulado.
O principal crítico foi o vereador Bruno Graça (CDU), com quem o Partido Socialista (PS), está coligado na maioria que gere o município. “Não faz sentido vir uma proposta sem o orçamento. Como não fala em valores pode estar implícito um investimento enorme”, referiu.
O vereador João Tenreiro (PSD) alerta que o protocolo envolve um caderno de encargos para o município. “Há despesas com transportes, viagens de avião, despesas de alojamento, tudo em pensão completa”, referiu, questionando qual a previsão do custo do protocolo.
O vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), explicou que o protocolo não pode ser desligado do turismo e do aumento do número de visitantes que o concelho vai ter nessa altura. “O município tem que criar eventos que promovam o concelho no território nacional e até internacional. Este é um evento que vai trazer a Tomar 12 selecções europeias de patinagem artística. Além dos atletas, vem toda a comitiva, os familiares e muitos aficionados desta modalidade”, disse o autarca.
Cristóvão referiu também que a Taça da Europa de Patinagem Artística vai fazer com que o nome de Tomar seja referido na comunicação social nacional e internacional. “O que está neste protocolo é igual para todos os outros municípios onde estes eventos também se realizam”, sublinhou.
A presidente da câmara municipal, Anabela Freitas (PS), sublinhou que as contas ainda não estão feitas. “Em relação às refeições estamos a contactar um conjunto de restaurantes em Tomar para fornecerem a comida a um preço mais baixo. Quando aos transportes, a questão não se coloca uma vez que está garantido alojamento em Tomar, sendo que, caso exista essa necessidade, será com recurso à prata da casa”, afirmou, acrescentando que o que o município vai pagar é o alojamento e a alimentação. “O retorno vai ser sempre superior ao investimento que vamos realizar”, concluiu. A proposta acabou por ser aprovada por unanimidade.

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