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Ana Carla Araújo Teixeira da Silva

Ana Carla Araújo Teixeira da Silva

Consultora imobiliária na PJV Investimentos, 44 anos, Almeirim

Edição de 18.10.2017 | Agora Falo Eu

Já alguma vez foi mandado parar numa Operação Stop? Como reagiu? Sim. Fico sempre nervosa. Devo ter desenvolvido algum tipo de anticorpos contra forças policiais mas acaba sempre por correr tudo bem. Creio que a prevenção seria uma boa opção, em vez de sistematicamente ter de haver operações Stop.

Qual é a pior coisa que lhe podem fazer? Mentirem-me! Não é pela mentira em si mas pelo significado que carrega. Só mostra que não têm qualquer tipo de respeito por mim e que me tomam por básica, o que às vezes até é uma coisa boa, embora na realidade de básica não tenha nada.

Costuma comprar um jornal pelo que vê na primeira página? Os olhos são os primeiros a ‘comer’ mas normalmente quando compro o jornal é porque já conheço minimamente a sua linha editorial e não apenas pelo ‘flash’ que apanho vindo da capa.

A que petisco não resiste? Porquê? Adoro todo o tipo de petiscos, gosto mesmo de comer! É comida? Venha ela!

Já aderiu à moda de correr/caminhar pelas ruas? O que acha desta moda? Quando morava em Algés costumava caminhar pela zona ribeirinha entre Algés e Caxias. Creio que começou como uma moda mas para algumas pessoas já se tornou uma forma de estar e bastante saudável.

Costuma dar dinheiro a mendigos na rua? Costumo, quando não existe algum sítio perto onde lhes possa dar comida, por uma simples razão: coloco-me no lugar deles.

Acha que o sistema de justiça funciona em Portugal? Porquê? Não! Enquanto houver interesses escondidos a justiça nunca irá funcionar, por mais boa vontade que a maioria das pessoas possa ter. Enquanto certos senhores existirem a justiça não funciona.

Que conselho daria ao primeiro-ministro? Apenas que continue a lubrificar a “geringoça” e que continue a ver o copo meio cheio e não o copo meio vazio como alguns “velhos do Restelo” teimam em afirmar.

Vale a pena votar? Porquê? Vale sempre a pena votar. Em primeiro lugar porque é um direito, logo se é um direito, automaticamente torna-se um dever. Tenho o dever de escolher o que é melhor para mim e o direito que esse dever me dá de exigir mudanças sempre que achar que não estão de acordo com o que decidi votar.

Se lhe saísse o Euromilhões qual era a primeira coisa que fazia? Pagava todos os meus créditos, dívidas, cuidava dos que são próximos, organizava a minha vida de forma a poder fazer o que mais gosto, ajudar quem precisa de ajuda.

Conseguia viver sem telemóvel? Não creio porque quase tudo passa pelo telemóvel, chamadas, sms, e-mails... Seria muito complicado mas nada é impossível.

Se pudesse encarnar uma personagem por um dia qual escolheria? Jesus, apesar de toda a dor e sofrimento por que passou, o seu amor nunca mudou. Queria sentir esse tipo de amor.

Nas férias prefere praia, campo ou neve? Prefiro mesmo descansar... mas os filhotes preferem praia. Não sou de planear um dia acordamos e decidimos, vamos ali e se pudermos vamos. Gosto do improviso.

Gosta mais do campo ou da cidade? Campo!!! Sou uma citadina com alma de aldeã. Adoro acordar e não ter aquelas buzinadelas todas a entrarem-me pela casa a dentro. Gosto mesmo de acordar com o cheiro de terra molhada, o fumegar das chaminés com as lareiras acesas...

Qual foi a melhor viagem que fez até hoje? Angola! Porque conheci um mundo completamente diferente, porque conheci pessoas que com nada fazem tudo e, acima de tudo, porque mexeu com o meu ser!

Se o Pai Natal lhe desse a escolher um presente para oferecer à cidade de Santarém o que escolhia? Fé. As pessoas de Santarém não acreditam na cidade. Eu apaixonei-me por esta terra e sou de Lisboa mas as próprias pessoas perderam o chamado “primeiro amor”. Devolvia-lhes a fé para que pudessem realmente tornar Santarém uma capital de distrito.

Quando chega o Outono o chapéu de chuva é um objecto que a acompanha? Nunca, não consigo usar chapéu de chuva, deixava-o sempre em qualquer lado. Desisti, a chuva é boa e refresca a cabeça.

Há alguma coisa pela qual ainda valha a pena lutar até à morte se necessário for? Sim, a família, os amigos e os nossos ideais. Três coisas pelas quais nunca devemos desistir, apesar de tudo o que possa vir contra e de todas as “oportunidades” que apareçam para nos fazer desistir.

Ana Carla Araújo Teixeira da Silva

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