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Mesa administrativa fala do seu afastamento da Misericórdia de Salvaterra

Esclarecimento

Edição de 18.10.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Na sequência das notícias publicadas no jornal o Mirante nº 1320 de 12/10/17 os órgãos de gestão da Sta. Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos pretendem vir esclarecer os irmãos, os funcionários, os clientes e principalmente os familiares dos idosos e população em geral da forma como o Bispo de Santarém destituiu os corpos gerentes.
No dia 4/10 ignominiosamente fomos informados que todos os órgãos se tinham que demitir, caso não se demitissem, face aos fatos ocorridos anteriormente na instituição. Nesta reunião estiveram presentes a presidente da mesa da assembleia, a mesa administrativa, o presidente do conselho fiscal, o Sr. Bispo, o Sr. Tiago Leite e dois representantes da União das Misericórdias. Ficou agendada para a semana seguinte nova reunião no sentido de empossar uma comissão administrativa, por sugestão do Bispo. Ora, no dia 6, à tarde foi empossada essa referida comissão. Quando questionámos sobre o porquê de decisão tão repentina e fora do que havia sido conversado, foi-nos afirmado que a tutela havia perdido a confiança nestes órgãos sociais.
Lembrar que os mesmos senhores haviam destituído o anterior provedor em Março passado. Agora chegou a hora do Sr. Arlindo Cunha e toda a equipa. Esta comissão administrativa foi empossada por um período máximo de seis meses, isto parece um conto de fadas. Alguém não está a levar a sério o trabalho dos outros, o que acaba por descredibilizar a instituição e denegrir a imagem de todos quantos estão a ela ligados.
Na nossa opinião o problema atual é falta de dinheiro para fazer face à dívida que entretanto se foi acumulando ao longo dos anos. Garantidamente podemos afirmar que, neste momento, as contas e o bom funcionamento estão no bom caminho. É um facto que as nossas dificuldades são muitas, mas a isso a Segurança Social não é alheia, e sempre tiveram informação atempada.
Duas destas entidades, a Igreja e a Segurança Social, não se propuseram ajudar, mas impuseram o direito canónico de demitir pessoas que se dispuseram a colaborar. Inclusive não sabia que a União das Misericórdias nos estava a acompanhar e a dar apoio, quer com auditoria, apoio jurídico e técnico.
Tanta urgência? Pensamos que se deve ao facto do Sr. Bispo cessar funções no dia 6/10. Provavelmente para salvaguardar qualquer outra posição que pudesse vir a ser tomada pelo novo Bispo, caso este tivesse pensamento diferente, para com estas instituições, pessoas, irmãos, funcionários e idosos a quem a igreja tem que obrigatoriamente que respeitar.
Os agora demitidos órgãos de gestão lamentam não ter tido tempo de poder informar todos os órgãos da Sta. Casa, como seria correto que o fossem, e também serem ouvidos em relação a esta problemática. É com profunda mágoa constatar tais atos, a que se impõe este esclarecimento no sentido de preservar o bom nome do Sr. Provedor Arlindo Cunha e toda a sua equipa. Porque será? Bastava sugerir eleições antecipadas, logo teríamos em pouco tempo novos órgãos a funcionar legitimamente.
Arlindo Cunha
Em representação da mesa administrativa

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