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A frontalidade comunista, os conselhos do PS e o reconhecimento da presidente

Última reunião de câmara do mandato em Rio Maior serviu para balanço das eleições autárquicas.

Edição de 18.10.2017 | Política

Ver um militante e dirigente comunista assumir uma derrota eleitoral com clareza e frontalidade não é coisa muito comum de se ver mas foi a isso que se assistiu na última reunião do executivo da Câmara de Rio Maior, também a última dantes da tomada de posse da nova vereação saída das eleições autárquicas de 1 de Outubro. O vereador comunista Augusto Figueiredo admitiu sem eufemismos a derrota ao não conseguir a reeleição para o cargo e reconheceu não ser muito habitual os maus resultados ou derrotas serem aceites de bom grado entre as suas hostes.
“Os nossos resultados foram muito abaixo das expectativas, admito que foi um mau resultado”, afirmou Augusto Figueiredo, que conta com uma longa experiência de autarca como presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, eleito da assembleia municipal e, nos últimos quatro anos, como o primeiro vereador comunista com assento na Câmara de Rio Maior.
“É o fim de um ciclo”, disse o autarca, afirmando que “foi uma honra” desempenhar as funções de vereador e trabalhar em prol do concelho. Deixou ainda felicitações e votos de bom trabalho a todos os eleitos. “Sabia que tinha que trabalhar dez vezes mais do que os outros eleitos e desta vez só trabalhei nove vezes e meia mais, por isso fiquei a pouco mais de cinquenta votos de ser reeleito”, disse. Acrescentou que o seu “motor não vai parar” e que continuará a “lutar todos os dias”, denunciando, questionando e apresentando propostas. “Se calhar os sinais que vieram é para que me dedique a outras coisas”, afirmou.
O vereador Carlos Nazaré (PS), que também sai do executivo, salientou a “maturidade e elevação” com que decorreu o processo eleitoral no concelho, referindo que “as vitórias e as derrotas não são eternas” e que “quem perdeu não se deve sentir afastado” de dar o seu contributo. “Que quem venceu não sinta essa escolha dos riomaiorenses como uma forma de superioridade, de imposição, mas sim como uma opção das pessoas para serem servidas da melhor forma”, concluiu, afirmando ter sido um privilégio servir o concelho ao longo de muitos anos.
A presidente reeleita Isaura Morais (PSD) fez um balanço “extremamente positivo” do mandato, apesar de alguns momentos difíceis, deixando palavras elogiosas para quem sai, nomeadamente para os vereadores Augusto Figueiredo e Carlos Nazaré e para o seu vice-presidente Carlos Frazão. “Rio Maior também vos há-de fazer esse reconhecimento na altura própria”, referiu.

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