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Aurelina Rufino despediu-se com amargura das lides políticas na Chamusca
DESPEDIDA. Aurelina Rufino, à direita na foto, foi autarca durante os últimos 30 anos.

Aurelina Rufino despediu-se com amargura das lides políticas na Chamusca

Militante e autarca histórica do PSD deixa vereação dizendo que não lhe deu qualquer prazer exercer funções no mandato que agora terminou, criticando a gestão socialista. Última reunião de câmara serviu para balanços e agradecimentos.

Edição de 18.10.2017 | Política

A vereadora da oposição na Câmara da Chamusca, Aurelina Rufino (coligação PSD/CDS), despediu-se das lides políticas na última sessão camarária do mandato, realizada a 10 de Outubro, afirmando que os últimos quatro anos de mandato não lhe deram qualquer prazer. “Estava habituada a outra maneira de trabalhar completamente diferente. Fui sempre a única vereadora da câmara pelo PSD desde há 30 anos e nunca quis pelouro nenhum. Ainda chegaram a atribuir-me o pelouro da Acção Social e Educação e tive sempre prazer em trabalhar, o que não aconteceu neste mandato”, afirmou explicando que nunca sentiu abertura por parte do executivo de informar os vereadores sobre assuntos de que deviam ter conhecimento. “Nós soubemos muitas coisas na rua”, afirmou.
A última reunião do mandato durou meia hora e serviu, sobretudo, para os autarcas fazerem balanços e agradecimentos. O presidente da câmara, Paulo Queimado (PS), felicitou a oposição, referindo que o equilíbrio financeiro só foi conseguido graças à colaboração dos vereadores. Ainda assim, considera, “podíamos ter trabalhado muito mais em conjunto para fazer melhor pelo concelho e pelas pessoas”.
Já o vereador Francisco Matias (CDU) desejou coragem aos que vão assumir funções no novo mandato e defendeu que a função como vereador é muito difícil e incompreendida pelos cidadãos e pela família. “As pessoas pensam que andamos só aqui a passear e dizemos umas coisas mas os autarcas são, essencialmente, gestores de risco e quem encontra as melhores soluções”, declara.
Emocionada, a vereadora Maria Manuela Marques (CDU) admitiu que sai feliz, explicando que, apesar de ter nascido no tempo da ditadura, teve a sorte de viver a maior parte da sua vida em democracia, conseguindo dar valor ao que ela proporciona. “Poder ser vereadora, uma função que a democracia nos trouxe, é algo que me faz feliz”. E avisa: “Nunca se esqueçam que estamos aqui pelas pessoas, aquelas que nos deram confiança de fazer com que tenham menos dificuldades na educação, na saúde, no emprego, nas condições de vida e até no lazer”.

Ausência de ordens de trabalho por falha dos serviços

A vice-presidente da Câmara da Chamusca, Cláudia Moreira (PS), justificou o não envio das ordens de trabalho das reuniões do executivo à comunicação social nos últimos tempos e a não publicação, muitas vezes, na página de Facebook da autarquia, por falha dos serviços do município. Uma situação a que, admite, irão ter mais atenção.

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