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Fumo denso de fábrica entre Alverca e Forte da Casa assustou moradores
EMISSÕES. Moradores registaram o momento em que fumo amarelo saiu das torres da fábrica

Fumo denso de fábrica entre Alverca e Forte da Casa assustou moradores

Emissão de fumo denso e amarelo levou muita gente a ficar preocupada no Forte da Casa mas a ADP Fertilizantes garante que não há motivo para alarme e que tudo está dentro da lei.

Edição de 18.10.2017 | Sociedade

A emissão de um fumo denso e amarelado gerou preocupação entre quem vive paredes meias com a fábrica da ADP Fertilizantes, situada entre as freguesias de Alverca e do Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, na tarde de quarta-feira, 11 de Outubro. Vários moradores registaram em fotos e vídeo as imagens da libertação dos fumos e temeram tratar-se de uma emissão de poluentes, facto que a empresa nega.
Vários moradores ficaram alarmados, também, por se tratar de uma das empresas que é arguida no processo legionella, onde responde por crimes de infracção das regras de construção e ofensas à integridade física por negligência. “Naturalmente ficamos preocupados com esta situação porque não nos esquecemos do surto de legionella de 2014 e não há dia em que não nos lembremos disso sempre que abrimos a janela”, explica Rodrigo Oliveira, morador.
O vizinho, Fernando Pires, confirma. “Olhando para este fumo é natural não sabermos a sua natureza. Vapor de água não é. Por muito que custe, faremos alertas e estaremos sempre em cima do que acontece nas torres daquela empresa porque vivemos juntos e o que acontece a uns acontece aos outros. Estamos preocupados e vigilantes porque não esquecemos”, refere Fernando.
Também Joaquim Ramos, presidente da Associação de Vítimas do Surto de Legionella de Vila Franca de Xira, manifestou a sua “estranheza” e “preocupação” ao ver as emissões de fumo da fábrica na última quarta-feira e defendeu que a empresa explique do que se trata.

ADP diz que não há motivo para alarme
Contactada por O MIRANTE, a ADP explica que as instalações estão licenciadas para a actividade de produção de adubos à base de fósforo, azoto e potássio, adubos simples e compostos e, como actividade secundária, a fabricação de ácido nítrico, “que cumpre com todos os requisitos da licença ambiental”.
Fonte oficial da empresa explica que as emissões observadas pelos moradores “resultam da fase de arranque da fábrica de ácido nítrico”, que ocorre durante duas horas entre duas a quatro vezes por ano. “Estas emissões estão previstas no decreto-lei 78/2004, artigo 25, e apesar do seu impacto visual não constituem qualquer situação de perigo ou alarme”, assegura a empresa.
Ainda segundo a ADP, o fumo dura “cerca de 15 minutos”, após o qual “o sistema de tratamento dos gases entra em funcionamento e o impacto das emissões é reduzido. Este sistema de tratamento das emissões nos arranques das instalações é o previsto nas melhores técnicas disponíveis europeias (MTD’s) e permite a redução substancial das emissões durante o restante período de arranque, que decorre durante cerca de duas horas”, explica a empresa.
A ADP acrescenta também que, “em situação normal de funcionamento”, 24 horas por dia, “os sistemas de tratamento dos gases residuais funcionam em contínuo e permitem o cumprimento dos limites de emissão estabelecidos nas MTD’s e na licença ambiental”.

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