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Alverca quer aterrar dois aviões na principal rotunda da cidade
IDEIA. Projecto foi avançado esta semana e indica como poderá ficar o novo monumento

Alverca quer aterrar dois aviões na principal rotunda da cidade

Projecto está em fase de análise por parte da Infraestruturas de Portugal

Edição de 25.10.2017 | Sociedade

A chamada “rotunda das portagens” em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, que une a CREL e a Auto-Estrada do Norte (A1) àquela cidade ribatejana e que está frequentemente cheia de mato e ao abandono, pode a partir do próximo ano receber dois aviões em tamanho real.
A novidade foi avançada esta semana pela Junta de Freguesia de Alverca e Sobralinho e o projecto visa assinalar as comemorações do dia 12 de Setembro de 2018, data em que se assinala o centenário da criação da aviação militar em Alverca. Para a efeméride, explica a junta, foram estabelecidos contactos com o gabinete do Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, visando a colocação de duas aeronaves na entrada da freguesia. “No início deste ano a Força Aérea Portuguesa desenvolveu esforços para envolver a OGMA – Indústria Aeronáutica neste projecto, tendo recebido resposta afirmativa”, explica a autarquia.
O projecto está agora em fase de análise e parecer por parte das Infraestruturas de Portugal, responsável pela rotunda e a quem caberá autorizar, ou não, a concretização do projecto. Entende a junta que, a acontecer, a instalação dos aviões “contribuirá para a dignificação da freguesia”. Apesar de já ser conhecido o desenho proposto para o local, não foram ainda avançados os modelos de aviões que ficarão expostos.
Alverca é considerada o berço da aviação em Portugal e já tem vários aviões – e peças – espalhados pela cidade. Tem também criado um cluster aeronáutico que visa captar empresas e centros de investigação do sector, tendo como pilares fundamentais a OGMA e as instalações da Força Aérea, onde se inclui um pólo do Museu do Ar.
Foi em Alverca que se instalou, em 1918, o aeródromo militar, tendo sido activado em 1919 como sede para o antigo Grupo Independente de Aviação de Bombardeamento, tendo também sido criadas, na altura, as antigas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico. Com os anos o aeródromo militar foi perdendo importância operacional e transformou-se num aeródromo logístico. A Força Aérea chegou a ponderar transformar Alverca na Base Aérea nº8 mas tal não veio a acontecer.
Foi também em Alverca que funcionou aquele que era considerado o primeiro aeroporto português, na altura chamado de Campo Internacional de Aterragem, que serviu Lisboa até à abertura do aeroporto da capital, na Portela, em 1940.

Alverca quer aterrar dois aviões na principal rotunda da cidade

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