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Maus cheiros em Alcanena continuam na ordem do dia

Maus cheiros em Alcanena continuam na ordem do dia

Movimento pela Saúde de Alcanena elegeu secretariado e vai realizar reuniões de 15 em 15 dias, bem como vigílias e manifestações pacíficas. Entretanto, o município encomendou novo estudo para analisar qualidade do ar.

Edição de 02.11.2017 | Sociedade

O Movimento pela Saúde de Alcanena (MSA) elegeu no dia 28 de Outubro o seu secretariado e apresentou uma carta aberta sobre a problemática dos maus cheiros que persistem em Alcanena, que vão enviar a várias entidades nacionais e europeias. Na sessão, os líderes do movimento apelaram à população para que assine uma petição a pedir a realização de uma assembleia municipal extraordinária, cujo único ponto seja o debate dos problemas ambientais.
Entretanto, a Câmara de Alcanena anunciou a contratação de um laboratório de análises químicas e bacteriológicas para medir e avaliar os compostos existentes no ar, na vila de Alcanena e em algumas zonas da freguesia de Bugalhos. Apesar de estar a decorrer um estudo com características idênticas, feito pela Universidade de Aveiro e promovido pela AUSTRA, entidade concessionária do sistema de saneamento de águas residuais, o município decidiu realizar autonomamente outro estudo. O laboratório já fez uma primeira análise genérica à situação e indicou formas de recolha das amostras do ar, periodicidade e localização adequada para o estudo.
O município destaca ainda que, durante o mês de Setembro, pediu uma acção inspectiva da Inspecção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para identificação das causas e eventuais irregularidades existentes, sendo que está em fase de criação o Observatório Ambiental, anunciado pela presidente Fernanda Asseiceira no discurso de tomada de posse para este mandato.
A reunião de sábado promovida pelo Movimento pela Saúde de Alcanena juntou algumas dezenas de munícipes para debater o problema. O mau funcionamento da ETAR da vila, a gestão da AUSTRA, a falta de fiscalização às empresas de curtumes, o tratamento inadequado das lamas, a utilização de metais pesados na indústria e a ausência de respostas face ao problema ambiental que se vive, motivaram críticas dos presentes.

Movimento criado por quatro amigas
A porta-voz do MSA, Maria José Ferreira, sublinhou que apesar de estarem entre o público elementos de forças partidárias, em particular da CDU e da coligação PSD/CDS/MPT, o movimento está “aberto a quem quiser entrar”. E explicou que o movimento surgiu na sequência de uma conversa nas redes sociais entre quatro amigas (Sofia Ferreira, Maria José Ferreira, Elisa Alves e Natalina Caetano) que decidiram alertar as entidades competentes para o problema.
Suzel Abreu Frazão, professora aposentada de Físico-Química, avançou algumas explicações sobre os químicos que se sentem no ar lembrando que em 2006 o tema já tinha sido objecto de debate na Assembleia de República. A requalificação dos colectores do sistema de saneamento de Alcanena pareceu atenuar um problema que afinal ressurgiu e cujas causas não estão definidas, embora Suzel acredite que advenha do mau funcionamento da ETAR de Alcanena e do incumprimento de algumas fábricas.

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