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As 1001 noites estão em cena até Junho em Alpiarça

As 1001 noites estão em cena até Junho em Alpiarça

Os populares contos asiáticos constituíram o mote para um projecto cultural que envolve grupos de teatro da Chamusca, Entroncamento e Torres Novas. A estreia é sábado no pavilhão da Agricultura e do Vinho da Alpiagra, em Alpiarça.

Edição de 08.11.2017 | Cultura e Lazer

Três grupos de teatro da região - Chamusc’Arte (Chamusca), Poucaterra (Entroncamento) e Teatro Meia Via (Torres Novas) – juntaram-se para produzir o ciclo cultural “1001 Noites”, inspirado na popular colecção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia. A estreia será no sábado, 11 de Novembro, seguindo-se mais 15 espectáculos que decorrerão quinzenalmente até Junho do próximo ano, sempre pelas 21h30, no pavilhão da Agricultura e do Vinho da Alpiagra, em Alpiarça.
“Cada espectáculo será diferente e haverá sempre muitas surpresas. A única coisa que se manterá vai ser mesmo só o ambiente das arábias com as odaliscas (mulheres escravas do sultão) a acompanharem sempre os espectadores, levando-os até aos seus lugares, servindo-lhes o chá e as passas e conduzindo-os no final até à porta de saída do pavilhão”, adianta Carlos Petisca, encenador e fundador da Chamusc’Arte, durante a pré-apresentação do projecto no sábado, 4 de Novembro. E porque o objectivo é que os espectadores sintam o cenário como a sua casa, quando cada espectáculo acabar, diz, “poderão ainda ficar a conversar, a beber chá ou café e a comer passas ou bolos. Nós ficaremos cá para servi-los e acompanhá-los”.
Carlos Petisca explica que a ideia surgiu depois de começar a ler os primeiros volumes da colecção “1001 noites” lançada este ano pelo jornal Expresso. Na altura, refere, “e vendo que a ideia tinha pernas para andar, comecei em busca de parcerias e apoios porque sem eles nada seria possível”. A primeira empresa a que recorreu e mostrou interesse foi a Paladin, da Golegã. Seguiram-se muitas outras, tais como o W Shopping, para além de instituições como a Fundação Inatel. Mas faltava um espaço onde se pudessem realizar os espectáculos e foi aí que se juntou o município de Alpiarça.
“Na Chamusca nunca consegui uma resposta positiva de um local. Foi então que vim cá perguntar se seria possível cederem um espaço. Quando vi este pavilhão, com esta decoração por dentro, disse logo que era este o local certo. Pedi ao vice-presidente da Câmara de Alpiarça, Carlos Jorge Pereira, e ele cedeu”, explica, acrescentando: “Estou bastante optimista que vai correr tudo muito bem e a população vai aderir”.

“1001 Noites” para maiores de 12 anos
Este não é um ciclo cultural para crianças com menos de 12 anos. Esta foi a única condição colocada pelo encenador da companhia de teatro Chamusc’Arte devido às cenas violentas e obscenas que haverá em cada espectáculo. “Logo no segundo espectáculo vai haver uma degolação e no terceiro vai aparecer uma mulher nua, tal como eu também vou estar, por isso decidimos não aceitar entrar crianças até essa idade. Não queremos que elas estejam a assistir àquelas cenas e os pais sem saberem o que lhes dizer”, admite.

Cachimbos de água precisam-se

Carlos Petisca aproveitou a pré-apresentação do ciclo cultural para comentar que o que está apenas a faltar são algumas xixas (cachimbos de água de origem oriental, utilizados para fumar tabaco aromatizado) que gostaria de disponibilizar para as pessoas poderem experimentar; “Faço o apelo para que se alguém ou alguma empresa pudesse ceder as xixas durante o ciclo cultural seria perfeito”.

As 1001 noites estão em cena até Junho em Alpiarça

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