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Vasco da Gama é uma grande família que une duas aldeias
OBJECTIVO. A actual equipa de juniores vai estar na base da reactivação do futebol sénior

Vasco da Gama é uma grande família que une duas aldeias

Clube de Maxieira e Boleiros, na freguesia de Fátima, aposta este ano numa equipa de juniores de futebol e na formação de jovens atletas. O futebol sénior, que já andou nos campeonatos nacionais, deve regressar daqui a dois anos aproveitando a prata da casa.

Edição de 08.11.2017 | Desporto

A Associação Desportiva, Recreativa e Cultural Vasco da Gama (ADRCVG), em Fátima, concelho de Ourém, está a apostar este ano numa equipa de juniores de futebol. O objectivo do clube é continuar a aposta na formação de jovens atletas. Não tem actualmente equipa de seniores mas a intenção é, daqui a dois anos, recriá-la aproveitando os atletas da formação do clube.
Situado na fronteira das aldeias de Maxieira e Boleiros, o Vasco da Gama pretende continuar a ser um clube de bairro, onde todos se conhecem e não falta proximidade. “Conseguimos oferecer aos atletas o que os clubes grandes não conseguem oferecer que é a proximidade e atenção que damos aos nossos atletas. Os dirigentes do clube são das aldeias de Maxieira e Boleiros, o que ajuda ao bairrismo saudável que aqui existe. Somos uma família, o que faz com que os atletas gostem de cá andar”, explica a presidente da assembleia-geral do clube, Ana Reis.
O Vasco da Gama tem actualmente 160 atletas, entre os seis e os 18 anos, que vêm de Boleiros, Maxieira, Fátima, Minde, Covão Coelho, Vale Porta e São Mamede. Tem dez equipas a jogar nos diversos campeonatos distritais. Cada atleta paga cerca de 20 euros por mês para ajudar nas despesas do clube. Os pais só têm que se preocupar com as chuteiras e a higiene pessoal dos seus filhos. De resto é o clube que trata de tudo.
“Temos uma pessoa para tratar da roupa e da parte de lavandaria. Nós é que lavamos e passamos os equipamentos. Vamos buscar os meninos à escola e quando chegam temos pizzas quentinhas no bar que lhes damos e eles adoram. Por mais cinco euros temos uma carrinha que os vai buscar à escola e traz para o treino e no final os leva a casa. É este espírito familiar que tem trazido tantos meninos e jovens para cá”, refere Ana Reis.
Nos últimos tempos tem crescido o número de atletas mas o Vasco da Gama quer continuar a ser um clube pequeno para poder continuar a ser uma família. O orçamento anual da colectividade é de cerca de 50 mil euros, o que inclui despesas como pagamento a treinadores, transportes, rouparia e patrocínios. Ana Reis sublinha que este ano só puderam avançar com a criação de uma equipa de juniores devido a um apoio que conseguiram de uma empresa do concelho.

À espera da câmara pagar relvado sintético
A situação financeira do clube não tem sido fácil no último ano devido à colocação de um piso sintético. Era uma ambição antiga e o ano passado surgiu a oportunidade de avançar com o projecto com o apoio da Câmara de Ourém. Ana Reis explica a O MIRANTE que o município informou que ia dar 150 mil euros a três clubes do concelho para que cada um colocasse um relvado sintético. Foram escolhidos os clubes do Vilarense, Seiça e Vasco da Gama. “Reunimos com o presidente da câmara que nos disse para avançarmos com o projecto. Começamos a pedir orçamentos para acelerar serviço e foi aí que percebemos que 150 mil euros não iam chegar”, explica.
A dirigente refere que quando perceberam que o dinheiro não chegaria para o investimento – que ficaria em cerca de 250 mil euros - falaram novamente com o presidente da câmara da altura Paulo Fonseca. “O senhor presidente da altura disse para o clube avançar com um concurso público por causa do valor elevado do investimento mas isso seria muito mais demorado e tínhamos urgência em ter um sintético porque éramos o único clube do concelho com um campo pelado. Por causa disse estávamos a perder atletas que optavam por outros clubes com campos sintéticos ou relvados”, afirma.
E acrescenta: “O presidente do município falou com o departamento financeiro e disse-nos que nos dava os 150 mil euros combinados e davam o restante apoio financeiro extraordinário à colectividade durante o ano de 2017. Compreendemos que a situação não é fácil mas estamos à espera desde Janeiro e queremos pagar a nossa dívida”, esclarece Ana Reis.
O clube está a aguardar por uma decisão do executivo municipal que agora, com a mudança de mandato, pode demorar mais algum tempo. A dirigente garante que o campo sintético só será inaugurado quando a dívida estiver paga na totalidade. As obras decorreram entre Agosto e Novembro de 2016.

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