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Refeições escolares animam reunião de câmara de Benavente
Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente

Refeições escolares animam reunião de câmara de Benavente

Oposição questionou qualidade e quantidade da alimentação fornecida nas escolas do concelho. Presidente do município assegura que as refeições são de qualidade mas diferentes das que se fazem em casa.

Edição de 08.11.2017 | Sociedade

As refeições escolares têm estado na ordem do dia por más razões nos últimos tempos e Benavente não escapa à regra. Os vereadores da oposição, Pedro Pereira (PS) e Ricardo de Oliveira (PSD), afirmaram na última reunião do executivo camarário que as refeições apresentadas aos alunos da Escola Básica 2/3 Duarte Lopes, em Benavente, serão de fraca qualidade e em pouca quantidade e que as funcionárias não são suficientes para os alunos que têm de servir.


“Os jovens passam muito tempo nas filas, o serviço não é convenientemente feito porque é muita gente ao mesmo tempo e não têm mesas livres para comer”, alertou Ricardo de Oliveira, ao que o presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), respondeu dizendo que as auxiliares de cozinha são funcionárias do município e estão à altura das funções que desempenham. De momento são perto de 45 funcionárias, numa média de duas por cada um dos 15 refeitórios escolares e outras 15 nos dois pontos de confecção das refeições.


Quanto à qualidade das refeições, Pedro Pereira avisou que são constantes as reclamações e que recebeu recentemente uma, “de uma mãe que teve o filho doente e que acredita, pelo que lhe disse o médico, que foi devido à comida da escola”.


Carlos Coutinho explica que a Câmara de Benavente tem feito “um esforço significativo para confeccionar e distribuir da melhor forma as cerca de 1700 a 2000 refeições diárias dos alunos da pré-primária e 1º ciclo do concelho, uma vez que as restantes escolas são geridas pelo Ministério da Educação”. Os géneros alimentícios são comprados a uma empresa externa, a Gertal, porque “é impossível para a câmara comprar a carne ou o peixe no talho ou na peixaria de cá porque não pode haver fraccionamento da despesa”. O preço de cada refeição fica em 1,46 euros a cada aluno.


O presidente acrescentou que a câmara tem recebido indicações de que a comida é de qualidade: “Sabemos que as crianças por norma têm dificuldade em comer de forma variada, só quem tem filhos sabe como é difícil. As refeições das escolas servem, por isso, de educação alimentar, têm de obedecer a um equilíbrio nutricional e a restrições no que diz respeito aos temperos. São diferentes das que fazemos em casa por isso é natural que haja por parte das crianças alguma saturação e que elas digam que não gostam”. Carlos Coutinho disse ainda que os encarregados de educação que tenham dúvidas “podem ir às escolas na hora das refeições ver a comida que é servida às crianças”.

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