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A construção da A23 deu-me jeito porque a minha filha estudava na Covilhã e não havia portagens

A construção da A23 deu-me jeito porque a minha filha estudava na Covilhã e não havia portagens

Daniel Romão nascido em 21/05/1959, presidente da Junta de Freguesia de Azinhaga

Daniel Romão começou a trabalhar com treze anos mas não faz drama. Diz que a situação era normal à época e que aquele foi o caminho certo para crescer e para se tornar naquilo que é hoje. Se voltasse a ter trinta anos acredita que não faria nada de forma diferente. Para ele vale o verso do poeta espanhol, António Machado, que também foi escolhido pelo fundador de O MIRANTE, Joaquim António Emídio, para figurar no Estatuto Editorial do jornal, em Novembro de 1987; “Caminhante, não há caminho/faz-se caminho ao andar”

Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Onde vivia há trinta anos?

Vivia na Azinhaga que era muito diferente do que é hoje. A Azinhaga hoje é uma aldeia com condições excepcionais para viver. Só gostaria que o rio Almonda voltasse a correr com mais água e menos poluída.

Portugal aderiu à CEE (actual União Europeia) há pouco mais de trinta anos (1 de Janeiro de 1986). Como acha que seria actualmente o país se essa adesão não tivesse acontecido?

Estaríamos mais atrasados no desenvolvimento do nosso país devido às dificuldades económicas existentes nessa época. Portugal sozinho não teria capacidade para evoluir e tornar-se competitivo, ficaríamos cada vez mais para trás.

Lembra-se de alguma decisão pessoal importante que tenha tomado ou sido obrigado a tomar por altura dos trinta anos ou nos últimos trinta anos? Qual foi e que efeitos teve na sua vida?

Lembro-me de uma situação pela qual passei em que fazer o certo ou errado determinou o rumo da minha vida pessoal e profissional. Quando desafiado a fumar um “charro” disse não porque achei que não era o caminho certo a percorrer. Acho que se tivesse aceitado hoje não seria quem sou e não estaria onde estou.

O que não aconteceu na região nos últimos trinta anos e deveria ter acontecido?

Atendendo ao facto de ter passado grande parte dos últimos trinta anos fora da região, devido à minha situação profissional, a única coisa que posso dizer é que gostaria de ver os rios Tejo e Almonda menos poluídos.

A ponte Salgueiro Maia foi inaugurada em Junho de 2000, a A23 foi concluída em 2003, a extinção das lixeiras a céu aberto foi há menos de vinte anos, os novos hospitais de Tomar e Torres Novas foram inaugurados no início do século. Lembra-se de algum destes acontecimentos e do que pensou na altura?

Lembro-me da inauguração da ponte Salgueiro Maia como uma grande melhoria nos acessos a Santarém e a homenagem ao grande “Capitão de Abril”. Lembro-me ainda da conclusão da A23 e do quanto ela foi importante para quem se deslocava para o interior, tendo eu beneficiado bastante da sua construção pelo facto da minha filha ter estudado na Covilhã e ainda mais atendendo ao facto de nesse tempo ainda não se pagarem portagens.

Há quantos anos conhece O MIRANTE?

Já conheço O MIRANTE há muitos anos mas não me lembro desde quando. Fui assinante do jornal durante alguns anos, tendo encerrado a minha assinatura quando saí em trabalho para fora do país.

A construção da A23 deu-me jeito porque a minha filha estudava na Covilhã e não havia portagens

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