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Devia ter sido feita a deslocalização da linha ferroviária no concelho de Santarém

Devia ter sido feita a deslocalização da linha ferroviária no concelho de Santarém

Ricardo Gonçalves nascido a 19/07/1975, Presidente da Câmara Municipal de Santarém
Edição de 16.11.2017 | Aniversário

O que não aconteceu na região nos últimos trinta anos e deveria ter acontecido?

Faço referência intencional a dois factores que considero estruturantes para o desenvolvimento do nosso concelho: deslocalização da linha do norte e a construção de novos acessos para a zona norte do concelho.

A ponte Salgueiro Maia, a A23, a extinção das lixeiras a céu aberto, a construção dos novos hospitais de Tomar e Torres Novas...qual destes acontecimentos o tocou mais de perto?

Recordo-me especialmente de um deles, que acompanhei mais de perto, que foi a extinção das lixeiras a céu aberto, pois, nessa altura, era intenção da Câmara Municipal de Santarém construir um aterro junto à freguesia da Azóia de Baixo, de onde sou natural e onde residia na altura.

Como seria Portugal sem a adesão à então CEE?

Sou um europeísta convicto e não tenho dúvidas que Portugal hoje seria um país muito menos desenvolvido. Os primeiros fundos comunitários que Portugal recebeu e utilizou foram realmente estruturantes para o salto qualitativo a que assistimos no nosso país. Temos que nos lembrar que no início dos anos 90 Portugal foi apelidado de “o bom aluno”, facto que nos permitiu dar os primeiros passos para uma verdadeira integração europeia.

Há quantos anos conhece
O MIRANTE? Que relação tem com o jornal e que alterações lhe faria para gostar mais dele?

Conheço o jornal O Mirante desde que começou a ser distribuído em Santarém. Recordo-me que a primeira vez que tive contacto com o Mirante foi na Biblioteca Braancamp Freire para onde ia estudar na minha altura de liceu. Reconheço-lhe grande seriedade, isenção e imenso profissionalismo, assim como uma grande proximidade aos problemas da sua região. No que respeita a eventuais alterações deixo um desafio: estando nós numa era mais digital, seria uma mais valia haver mais reportagens vídeo que, quem sabe, poderiam ser o ponto de partida para um projecto piloto de uma TV Regional.

Se voltasse a ter trinta anos e soubesse o que sabe hoje o que faria diferente em termos pessoais e/ou profissionais?

Não faria nada de muito diferente. As grandes decisões na minha vida são sempre tomadas de forma reflectida e ponderada pelo que, no geral, faria tudo de novo.

Viveu bem a sua juventude?

Claro que vivi bem a minha juventude, especialmente os anos do secundário e da faculdade, sempre junto dos meus amigos. Penso que faz parte do nosso crescimento aproveitar a vida nos momentos certos e há coisas que só se vivem nessa altura.

Onde residia há trinta anos? Como era a terra há trinta anos?

Há 30 anos residia na Azoia de Baixo que não mudou muito desde então. Mantém-se uma terra de gente acolhedora, um local pacato e muito bonito. Hoje quando a visito gostaria de ali poder encontrar muitos amigos que já não estão entre nós. As leis da vida assim o ditam.

Devia ter sido feita a deslocalização da linha ferroviária no concelho de Santarém

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