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O inferno na Chamusca

O inferno na Chamusca

Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Edição de 2003.08.07 O dia 3 de Agosto de 2003 ficou marcado a negro no concelho da Chamusca. Um violento incêndio florestal devastou o território, causando quatro mortos, dois homens e duas mulheres, na freguesia de Pinheiro Grande. Arderam 30 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas, ficaram destruídas 20 habitações nas freguesias de Pinheiro Grande, Ulme e Vale de Cavalos, para além de dezenas de pequenas cozinhas e barracões. Trinta e duas pessoas ficaram desalojadas. Desapareceram duas mil cabeças de gado e uma unidade fabril que dava emprego a 24 pessoas ficou completamente destruída, o mesmo acontecendo com três carvoarias. A velocidade com que as chamas, impelidas pelo vento forte e temperaturas elevadíssimas, se propagaram suplantou a perspectiva dos piores cenários. Perdidos no meio das chamas, dois homens, de nacionalidade chilena, de uma equipa de prevenção de fogos florestais ligada à indústria de celulose, morreram carbonizados na viatura em que seguiam. O incêndio em Pinheiro Grande ceifou mais duas vidas, duas mulheres que não conseguiram escapar à fúria das labaredas: Lúcia Duarte, 35 anos, e Lurdes Rocha, 67 anos. “Em oito horas ardeu mais área deste concelho do que nos últimos 30 anos”, afirmava Sérgio Carrinho, presidente da Câmara Municipal da Chamusca.

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