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O progresso económico e a qualidade de vida são essenciais para a democracia

O progresso económico e a qualidade de vida são essenciais para a democracia

Pedro Ribeiro nascido a 14/02/1974, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim
Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Uma decisão importante que tenha tomado por volta dos trinta?

Foi em 2005. Tinha 31 anos, era vereador e decidi sair da câmara devido a algumas divergências. Estive fora um ano. Foi uma decisão importante para mim e para quem ficou. A mim permitiu-me relativizar muitas coisas e deu-me uma visão diferente do que fazia. Isso contribuiu muito para aquilo que sou hoje.

O que não aconteceu na região nos últimos trinta anos e deveria ter acontecido?

Não aconteceu a regionalização e devia ter acontecido. A regionalização é a única forma de garantir que o nosso desenvolvimento será sustentável no futuro sem depender do “Terreiro do Paço”.

Como acompanhou a concretização dos grandes investimentos feitos na região?

Lembro-me da construção da Ponte Salgueiro Maia e da importância que passou a ter na ligação de Almeirim à A1 e a Santarém, sobretudo em tempos de cheias. Com essa ponte as cheias deixaram de ser um problema. Lembro-me de percorrer o distrito numa altura em que não havia auto-estradas e do que isso implicava em termos de tempo. Lembro-me da polémica da construção de três hospitais do Médio Tejo e lembro-me das lixeiras e da importância que tiveram os aterros sanitários. Também acompanhei a construção da Ponte das Lezírias mas sempre pensei que teria um maior impacto na região.

Como seria Portugal sem a adesão há CEE?

Seria um país muito mais atrasado, sem as infra-estruturas básicas resolvidas e provavelmente já teríamos regressado ao 24 de Abril uma vez que o desenvolvimento económico e a qualidade de vida são fundamentais para manter e melhorar a democracia.

Há quantos anos conhece O MIRANTE?

Desde os tempos em que iniciei a minha actividade política em 1991. É um jornal de sucesso e pela minha parte acho que não necessita de grandes mudanças.

Onde residia há trinta anos? Tem saudades de alguma coisa desse tempo?

Vivia em Almeirim. Não tenho uma recordação muito nítida mas lembro-me que era uma terra em crescimento onde, ano após ano, a nossa qualidade de vida melhorava. A única coisa de que tenho saudades é do ambiente dos cafés da altura e das conversas à mesa. Gostava que deixássemos a realidade virtual e voltássemos ao contacto presencial.

Se voltasse a ter trinta anos e soubesse o que sabe hoje?

Em termos profissionais penso que faria tudo igual mas tentava arranjar mais tempo para a minha vida pessoal porque aquilo que faço ocupa-me muito tempo e por norma é a parte pessoal que “paga”.

Viveu bem a sua juventude?

Vivi bem a juventude em determinadas áreas mas o facto de ter tido responsabilidades muito cedo fez com que os momentos de lazer e convívio não fossem tantos como seria natural.

O progresso económico e a qualidade de vida são essenciais para a democracia

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