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Quando era criança havia um espírito de equipa, entreajuda e amizade fantásticos

Quando era criança havia um espírito de equipa, entreajuda e amizade fantásticos

Ana Asseiceira nascida a 31/10/1976, Administradora da Aziagri - Fabrico e reparação de alfaias agrícolas

Quando foram inaugurados alguns dos principais investimentos públicos na região Ana Asseiceira estava fora de Portugal mas as notícias que lhe chegavam deixavam-na satisfeita. “Lembro-me perfeitamente de receber algumas notícias com muito entusiasmo, nomeadamente a extinção das lixeiras a céu aberto, a inauguração dos Institutos Politécnicos e dos Hospitais. Considero que o acesso à educação e à saúde são os bens mais essenciais para o desenvolvimento de uma região”.

Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Se voltasse a ter trinta anos e soubesse o que sabe hoje o que faria diferente em termos pessoais e/ou profissionais?

Em termos pessoais penso que não alteraria nada. Em termos profissionais alteraria as minhas qualificações. Apostaria em gestão comercial. Seria uma mais-valia para meu desempenho profissional. Mas mesmo não voltando a ter trinta anos nunca é tarde…quem sabe um dia.

Viveu bem a sua juventude?

Vivi muito bem a minha juventude. De forma feliz, saudável e responsável. Fiz o que considero próprio para a idade. Vivi experiências novas, convivi com diferentes pessoas. Todas essas vivências contribuíram em parte para a pessoa que sou hoje.

Lembra-se de alguma decisão pessoal importante que tenha tomado ou sido obrigada a tomar por altura dos trinta anos ou nos últimos trinta anos?

A melhor e mais importante decisão pessoal por volta dos meus trinta anos foi sem dúvida o nascimento da minha primeira filha. Um amor incondicional, que nos responsabiliza e fortalece. Voltei a vivenciar o momento 10 anos depois… Inigualável.

O que não aconteceu na região nos últimos trinta anos e deveria ter acontecido?

A criação de emprego. Com o encerramento da S.I.C (Sociedade Industrial de Concentrados), por volta de 1980, o desemprego acentuou-se e a Azinhaga não mais voltou a ter o dinamismo e a actividade económica que tinha na altura.

Há quantos anos conhece
O MIRANTE?

Conheço O MIRANTE seguramente há mais de 20 anos. O jornal sempre foi lido em casa dos meus pais. Continua a ser uma mais valia muito grande. Informa e dá a conhecer as nossas gentes.

Onde residia há trinta anos?

Há 30 anos residia com os meus pais e a minha irmã em Mato de Miranda. Uma terra pequenina mas com muitas crianças. Foi lá que fiz as minhas primeiras amizades, algumas das quais se mantêm até hoje. Lembro-me que brincávamos todos os dias na rua e só parávamos depois de os nossos pais nos chamarem, no mínimo, dez vezes para o jantar. O espírito de equipa e de entreajuda e a amizade que nos unia eram absolutamente fantásticos! Hoje dificilmente isso acontece por vivermos, numa sociedade de consumismo, de falta de tempo, de intolerância para com os outros…é uma pena.

Portugal aderiu à CEE (actual União Europeia) há pouco mais de trinta anos (1 de Janeiro de 1986). Como acha que seria actualmente o país se essa adesão não tivesse acontecido?

Muito diferente, sem dúvida. Graças à adesão à CEE Portugal desenvolveu-se ao nível da economia, saúde, educação e infra-estruturas. Desde a assinatura deste acordo que o acesso ao saneamento básico, à saúde e à educação permitiram uma diminuição brutal das taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil. E o país melhorou em termos de economia.

Quando era criança havia um espírito de equipa, entreajuda e amizade fantásticos

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