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Se voltasse a ter trinta anos não faria tudo igual mas não alterava as principais decisões

Se voltasse a ter trinta anos não faria tudo igual mas não alterava as principais decisões

Luís Albuquerque nascido a 24/12/66, Presidente da Câmara de Ourém 
Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Como acha que seria Portugal se não tivéssemos aderido à CEE em 1986?

Acho que se isso não tivesse acontecido Portugal não teria atingido o nível de desenvolvimento que atingiu nos últimos 30 anos. Estaríamos isolados e sem qualquer perspectiva de futuro e as nossas empresas teriam muitas dificuldades em se imporem num mercado cada vez mais globalizado.

Se tivesse trinta anos e soubesse o que sabe hoje...

Se tivesse hoje 30 anos obviamente que não faria tudo igual, mas nas decisões mais importantes que tomei, nada alteraria. Em termos pessoais tenho uma vida familiar estável, pelo que nada mudava. Já em termos profissionais, posso considerar de que as opções que tomei foram correctas, pelo que também aí, não alteraria grande coisa em relação às decisões que tomei.

Aproveitou bem a sua juventude?

Considero-me um privilegiado, pois os meus pais procuraram sempre proporcionar-me as melhores condições para que pudesse aproveitar da melhor forma os tempos de juventude. Esses tempos foram muito dedicados ao desporto, que é ainda hoje uma grande paixão, e entendo por isso que a aproveitei muito bem.

Quais as decisões mais importantes que tomou por volta dos trinta anos?

A constituição de uma empresa na minha área de actividade onde ainda hoje exerço a minha profissão e a decisão de contrair o matrimónio com a minha mulher que também me ajudou a ter a estabilidade familiar que tenho hoje.

O que já devia ter sido feito na região e ainda não foi?

É uma pergunta difícil mas entendo que na área da Saúde não foram tomadas as melhores decisões no Médio Tejo. A construção de três hospitais em cidades muito próximas não contribuiu para que os seus habitantes tenham um bom acesso aos cuidados primários de saúde. Devia ter sido equacionada a construção de um único hospital em local central, que serviria da melhor forma os grandes concelhos do Médio Tejo.

Dos grandes investimentos públicos feitos na região já neste século qual foi o mais importante?

A construção da A23 foi o acontecimento que melhor recordo, porque tenho família e raízes no concelho de Abrantes e a A23 contribuiu para diminuir, de uma forma acentuada, o tempo de viagem de minha casa até às Mouriscas para onde me deslocava com alguma frequência para visitar os meus avós.

Como era Ourém há trinta anos?

Ourém era uma vila familiar onde todos se conheciam e com grandes carências ao nível das suas infra-estruturas básicas.

Há quantos anos conhece
O MIRANTE?

Conheço O MIRANTE há pelo menos 15 anos mas só comecei a ter um contacto mais próximo a partir do momento em que começou a ser distribuído no nosso concelho. Sou um leitor assíduo, atento e aprecio a forma isenta e objectiva como abordam os diversos temas que vão surgindo semanalmente nas vossas páginas.

Se voltasse a ter trinta anos não faria tudo igual mas não alterava as principais decisões

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