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Tenho por princípio não avaliar as decisões do passado com base no que sei hoje

Tenho por princípio não avaliar as decisões do passado com base no que sei hoje

Teresa Ferreira nascida a 08/10/1974, Administradora Executiva da Águas de Santarém

Santarém tem uma excelente localização face às vias rodoviárias do país; tem preços para instalação de empresas muito competitivos; está perto de Lisboa mas ainda não se conseguiu afirmar como uma “capital empresarial”. É esse facto negativo que mancha toda a avaliação positiva que Teresa Ferreira faz da região e do progresso assinalável conseguidos nas três últimas décadas.

Edição de 16.11.2017 | Aniversário

Se voltasse a ter trinta anos e soubesse o que sabe hoje o que faria diferente em termos pessoais e/ou profissionais?

Tento manter um princípio - não avaliar decisões do passado com base no que sei hoje. Acho que não é uma avaliação justa. O que sei hoje pode e deve influenciar as decisões do futuro. Quanto ao passado, o que interessa é se decidimos bem no contexto e com o conhecimento que tínhamos na altura. No essencial, não me arrependo das decisões tomadas.

Viveu bem a sua juventude?

Vivi muito bem, claro está, nos padrões da época, em que os ‘Erasmus’ eram uma raridade e viagens ao estrangeiro quase inacessíveis. Convivi, diverti-me, terminei a minha licenciatura com 22 anos e comecei logo a trabalhar e depois disso fiz uma pós-graduação e um MBA. Nunca me isolei nem vivi só para os estudos.

Lembra-se de alguma decisão pessoal importante que tenha tomado pelos trinta anos?

Tinha precisamente trinta anos quando nasceu a minha filha mais velha. Não creio que haja decisão mais importante ou acontecimento mais marcante do que o nascimento dos nossos filhos.

Dos investimentos concretizados nos últimos trinta anos, qual o que destaca?

Todos tiveram impacto positivo na nossa região mas a Ponte Salgueiro Maia trouxe outra fluidez e modernidade nos acessos a Santarém.

Há quantos anos conhece
O MIRANTE?

Sou leitora assídua de O MIRANTE
há muitos anos. Aprecio a sua ousadia, a procura de novos caminhos e a interacção com os leitores…. Parabéns pelo 30º aniversário!

Onde residia há trinta anos? O que gostava que voltasse a ser como era nessa altura?

Morava em Santarém e, como não sou muito saudosista e gosto mais de viver com os olhos voltados para a frente do que para trás, não há muito de substancial que gostasse que voltasse a ser como era. No entanto, apesar de perceber todas as vicissitudes que motivaram a mudança da FNA (Feira Nacional da Agricultura) para o CNEMA e reconhecer a qualidade superior e muito mais profissionalizada da “feira”, a minha geração recorda com ternura os tempos em que a Feira estava no Campo Infante da Câmara. Os escalabitanos reclamam, e no meu ponto de vista com toda a legitimidade, um bom projecto para aproveitamento daquele espaço.

Portugal aderiu à CEE (actual União Europeia) há pouco mais de trinta anos. Que balanço faz dessa decisão?

Sou uma europeísta convicta. Não tenho dúvidas que a adesão ao projecto europeu e a sua consolidação foi fundamental para o desenvolvimento do país. As grandes obras, a formação profissional, os apoios às empresas, permitiram que o nosso nível de vida esteja muito mais próximo dos restantes países europeus. A mobilidade de pessoas, principalmente dos jovens, e o alargamento dos mercados potenciam muitíssimo as nossas oportunidades.

Tenho por princípio não avaliar as decisões do passado com base no que sei hoje

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