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Preocupação com o financiamento do projecto de emparcelamento rural

Luiz Vasconcelos e Souza diz que o valor dos fundos inicialmente acordados com o Governo foi reduzido

Edição de 16.11.2017 | Economia

Luiz Vasconcelos e Souza não esconde a sua preocupação com o projecto de emparcelamento rural de Golegã, Azinhaga e Riachos, liderado pela Agrotejo (União Agrícola do Vale do Tejo), e que tinha o início dos trabalhos previstos para 2017. “O projecto tinha um financiamento previsto por parte do Governo de 9,2 milhões de euros e foi-nos dado apenas 4,999 milhões de euros, ou seja, só nos vão dar 55 por cento do que estava previsto e orçamentado numa resolução de conselho de ministros. É uma situação complicada porque já estamos a meio do projecto e agora dizem-nos que o dinheiro que estava previsto não vai chegar todo. Vamos ver como vamos conseguir resolver esta situação”, disse, durante o seu discurso, não se querendo alongar mais sobre este assunto.
O vice-presidente da Agrotejo, Mário Antunes, também reforçou, durante o evento, que o emparcelamento rural é um projecto âncora dessa região e pelo qual têm lutado há vários anos. E espera que se avance com a obra já em 2018. O projecto de emparcelamento rural de Golegã, Azinhaga e Riachos envolveu, ao longo de dez anos, negociações com cerca de seiscentos proprietários e abrange uma área de cinco mil hectares, sendo o maior projecto de ordenamento de território planeado para a região.
O tempo previsto para a sua implementação é de três anos e inclui a execução da rede de caminhos agrícolas e da rede de enxugo e drenagem, a limpeza do rio Almonda, a sistematização de terrenos, a remodelação da rede de furos e captação de água para rega, a reorganização da rede de distribuição de energia eléctrica, a valorização e integração paisagística, a demarcação e titulação de novos lotes, indemnizações e monitorização ambiental. Trata-se de um investimento de nove milhões e meio de euros e é financiado por fundos comunitários do Programa de Desenvolvimento Rural.

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