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Santarém gótica-run

No desporto, como na vida, muitas vezes é necessário arriscar e às vezes quando parece que tudo vai bem, que todas as condições (treino/trabalho) estão reunidas para atingir o objetivo, no dia D há alguma coisa que falha.

Edição de 16.11.2017 | Opinião

Dentro de dias vai correr-se a Meia Maratona Évora Monumental. Provavelmente mais de sete mil pessoas vão esgotar Évora nesse fim de semana. Como quase sempre, santos da casa não fazem milagres mas a gente não se importa nada que outros venham à nossa terra fazer coisas boas. A culpada disto é a Global Sport que faz corridas destas em contextos de património: Coimbra, Guimarães, Douro Vinhateiro, etc. Acresce que a organização tem uma componente social muito interessante e envolve instituições de solidariedade locais. Por tudo isto, a Meia Maratona de Évora é muito mais do que uma corrida. É um evento com uma enorme importância económica, social e cultural. Uns mais do que outros, todos sabemos que a corrida é um fenómeno mundial. As razões são múltiplas e também bem conhecidas.
Como sabemos, Santarém é uma terra de corredores – Almeirim e tudo o resto aqui ao lado bem o provam. Porque não uma corrida destas em Santarém? Talvez a Meia Maratona Santarém Gótica. Encher Santarém durante um fim de semana não faz mal a ninguém. Muito para além das vantagens óbvias que já citei, o rasto que um evento destes deixa na população local perdura muito para além do dia da prova; traduz-se na motivação para mais pessoas correrem, o que significa melhor qualidade de vida e bem-estar da população. E se as pessoas tiverem mais bem-estar, significa que tudo o resto melhora, até o atendimento nos restaurantes e comércio. Afinal, cada um de nós tem verdadeiras maratonas na vida, desafios que só vamos conseguir ultrapassar se todos os dias trabalharmos para isso. Mesmo que muito do que nos rodeia nos diga não. No desporto, como na vida, muitas vezes é necessário arriscar e às vezes quando parece que tudo vai bem, que todas as condições (treino/trabalho) estão reunidas para atingir o objetivo, no dia D há alguma coisa que falha – nisto das corridas até pode ser uma meia mal calçada ou uns ténis mal escolhidos. É assim também na vida, e então tudo começa de novo, com mais determinação e vontade. Boas corridas, destas e das outras.
Carlos A. Cupeto
Universidade de Évora

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