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Autarcas e deputados pedem acção contra poluição no Tejo
CONTESTAÇÃO. Denúncias e manifestações contra poluição no Tejo têm sido recorrentes nos últimos anos

Autarcas e deputados pedem acção contra poluição no Tejo

Descargas poluentes continuam a contaminar a água motivando uma onda de repúdio nas redes sociais e também entre políticos da região.

Edição de 16.11.2017 | Sociedade

O executivo da Câmara de Salvaterra de Magos aprovou na última reunião uma moção do Bloco de Esquerda (BE) que solicita que sejam tomadas medidas urgentes para que a empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, cumpra os limites de descarga em meio hídrico respeitando os valores anteriores à nova licença de descarga emitida em 2016.
De acordo com o vereador Luís Gomes (BE), em Dezembro de 2015 o actual governo, através do Ministério do Ambiente, identificou os efluentes da empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, como um preocupante foco de poluição do rio Tejo. Entretanto, no final de 2016, e após sucessivos alertas e a persistência de descargas “já eram demasiado evidentes as consequências trágicas para o ambiente dos derrames poluidores pela empresa”.
Foi em 19 de Janeiro de 2017, em Abrantes, que foi apresentado o Plano Nacional de Fiscalização e Inspecção Ambiental e o ministro do Ambiente declarou que a impunidade tinha acabado. Ainda assim, explica, “a Celtejo continuou a fazer recargas poluidoras no Tejo” de tal forma que “no mês de Outubro deste ano se assistiu a uma dantesca mortandade de espécies piscícolas na barragem do Fratel”.
Recorde-se que no dia 2 de Novembro O MIRANTE noticiava que o Movimento pelo Tejo exigiu ao Governo medidas que permitam impedir a continuação da poluição do rio Tejo, tendo denunciado a “mortandade de milhares de peixes” na zona de Vila Velha de Ródão, distrito Castelo Branco. Na “carta aberta” dirigida ao ministro do Ambiente, o proTEJO, movimento ambientalista com sede em Vila Nova da Barquinha, referia uma “catástrofe ambiental que se anunciava e que está agora a ocorrer com uma vastíssima mortandade de peixes e a destruição da fauna e flora do Tejo”.
Na altura, o movimento ambientalista reclamava do Governo, através do ministério do Ambiente, o “incremento da intervenção da Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de forma eficaz e determinada tendo em vista a detecção das origens e dos focos de poluição” e pedia também “a tomada de medidas para a contenção das descargas poluentes no rio Tejo, nomeadamente para garantir que as emissões de efluentes da Celtejo estejam dentro de parâmetros”.

Críticas e alertas durante a discussão do Orçamento

O deputado do PSD Duarte Marques, eleito pelo distrito de Santarém, questionou o ministro do Ambiente sobre os problemas ambientais no distrito de Santarém, em particular no rio Tejo, lamentando o desinvestimento do Governo na área da fiscalização ambiental.
Na discussão sobre o Orçamento do Estado para 2018, o deputado perguntou o que leva o Governo a, mais uma vez, não reforçar as verbas para a APA e para a IGAMAOT, cuja acção considera fundamental para a resolução de problemas como o mais recente episódio de peixes mortos no Tejo, na zona do Fratel.
As críticas não surgiram só por parte da oposição, pois também a deputada do PS, Idália Serrão, recordou na semana passada no Parlamento um dos vários requerimentos que os deputados socialistas já apresentaram sobre as questões relacionada com o rio. “Na última semana morreram milhares de peixes, a água do rio Tejo vai salobra, o rio está a definhar, o rio está a morrer”, disse Idália Serrão, acrescentando: “O Tejo precisa da nossa acção, o Tejo precisa de medidas concretas e precisa que se punam os prevaricadores”.

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