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Trabalhos urgentes impedem males maiores no centro de Alverca
IMPASSE. Obras de contenção dos logradouros foram feitas e já não há risco de derrocada dos muros vizinhos

Trabalhos urgentes impedem males maiores no centro de Alverca

Em causa está a construção de um edifício para residências assistidas em que, durante os trabalhos, as vibrações e remoção de terras começaram a gerar deslizamentos dos logradouros dos prédios vizinhos. Câmara garante que casas afectadas por obra estão seguras.

Edição de 16.11.2017 | Sociedade

Depois de várias exigências da Câmara de Vila Franca de Xira foram autorizadas obras de urgência para conter os muros dos prédios em redor de um pátio onde está a ser construído um edifício para residências assistidas no centro de Alverca, na Rua José António Carmo.
Os trabalhos iniciais da construção – entretanto embargada - originaram deslizamentos de terras que colocavam em risco os logradouros das habitações vizinhas. “Exigimos e já permitimos obras de contenção dos muros e esse trabalho foi feito. O perigo dos muros ou logradouros ruirem já não se coloca”, afiançou na última semana o presidente do executivo, Alberto Mesquita (PS), que continua a manifestar-se desagradado com a situação. Em particular com o facto de estar à porta mais um Inverno e de todo o pátio estar com os buracos e fundações do edifício por concluir.
“O caso seguiu para a justiça e apresentámos queixa por desobediência. O processo está a seguir os seus trâmites. O projecto de alterações para a obra já deu entrada mas ainda faltam elementos que não nos foram entregues. Espero que logo que esses documentos dêem entrada o processo se possa desenvolver”, refere o autarca.
Confrontada com queixas dos moradores, a Câmara de Vila Franca de Xira enviou, no final de 2016, a fiscalização ao local que confirmou que os trabalhos não estavam a decorrer conforme projectado – sobretudo no que dizia respeito à construção adicional de um piso na cave - e para não colocar os prédios vizinhos mais em risco foi ordenado o embargo da obra.
A decisão municipal não terá sido acatada, o que levou o município a avançar na justiça contra o dono da obra. Na última reunião de câmara o assunto voltou a ser abordado por Nuno Libório, da CDU, que reconheceu o mérito social do projecto mas alertou para a necessidade de ser salvaguardada a envolvente dos trabalhos. “Há uma diferença entre o que foi aprovado e o que foi construído. Além de se encontrar ilegal, está com caves e subcaves que geravam instabilidade nos quintais vizinhos. Vamos para o segundo Inverno naquelas condições e nada evoluiu”, lamentou.
O MIRANTE voltou a tentar contactar a dona da obra para obter mais esclarecimentos sobre este caso mas sem sucesso.

Trabalhos urgentes impedem males maiores no centro de Alverca

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