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Reabilitar estrada entre Alhandra e Arruda custa um milhão por quilómetro

Reabilitar estrada entre Alhandra e Arruda custa um milhão por quilómetro

Nacional 248-3 é bastante usada e os abatimentos no piso causam acidentes e despistes frequentes. Condutores pedem sinalização temporária no local para obrigar a reduzir a velocidade.

Edição de 23.11.2017 | Sociedade

O troço da Estrada Nacional 248-3 que liga Alhandra a Arruda dos Vinhos e é o principal acesso à freguesia de São João dos Montes está em mau estado e precisa de uma intervenção que custará perto de um milhão de euros por cada quilómetro. A estimativa é da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que já tem um estudo prévio de intervenção naquela estrada que é da sua responsabilidade.
A degradação do pavimento, com desníveis acentuados, juntamente com bermas em mau estado, são os principais problemas de uma estrada com inclinação moderada que convida a velocidades elevadas para quem desce no sentido de Alhandra.
“Temos sensivelmente oito quilómetros de intervenção já programada e neste momento estamos na fase dos taludes. Pelas últimas estimativas estaremos a falar de cerca de um milhão de euros por quilómetro para uma intervenção profunda naquela estrada porque uma intervenção profunda ali terá sempre de contemplar os taludes. E os trabalhos têm encarecido devido ao custo elevado dos taludes”, explica José António Oliveira, vice-presidente do município. O autarca garante que estão a ser analisadas quais as áreas “mais urgentes” de reabilitar.

Estrada é uma armadilha
Quem circula na estrada diz que a situação actual é “uma armadilha” e que alguma coisa deve ser feita para reduzir o risco de acidentes. “É impressionante a velocidade com que os carros passam ali. Seria importante colocar sinais ou placas que avisassem os condutores do mau estado do piso, sobretudo antes das curvas mais complicadas, porque muita gente que é apanhada desprevenida não sabe que há buracos e desníveis acentuados mais à frente”, lembra Júlio Almeida, residente em São João dos Montes.
Quem também alertou para a situação foi o vereador Nuno Libório (CDU) na última reunião de câmara, que acrescentou o problema da falta de uma rotunda debaixo da auto-estrada A1 na confluência da EN 248-3 com a EN 10. “[A EN10] É uma estrada totalmente sobrecarregada e, em alguns troços, lamentavelmente insegura. Naquele cruzamento com a 248-3 é uma zona onde há frequentemente filas de trânsito e quem quer optar por mudar de direcção tem um ponto de conflito. Impõe-se pressionar e sensibilizar a Infraestruturas de Portugal para resolver este problema”, frisou.
Segundo o município a ideia de construir no local uma rotunda ainda não está totalmente assumida pela Infraestruturas de Portugal. “É uma pretensão e uma exigência da câmara que a rotunda se faça. Mas há questões técnicas ali que têm a ver com a passagem sob a auto-estrada”, assegura José António Oliveira, que diz já haver um estudo prévio com várias opções para o local.

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